Da tragédia à farsa

Existe uma tendência de algumas empresas em dizer que possuem "compromisso social", ou seja, ao comprar seus produtos, elas estarão investindo dinheiro em projetos de caridade, fazendo o consumidor pensar que ao comprar seus produtos, eles estarão ajudando a salvar o planeta ou alimentar crianças carentes.

Existe uma tendência de algumas empresas em dizer que possuem “compromisso social”, ou seja, ao comprar seus produtos, elas estarão investindo dinheiro em projetos de caridade, fazendo o consumidor pensar que ao comprar seus produtos, eles estarão ajudando a salvar o planeta ou alimentar crianças carentes. É preciso entender que isso pode fazer mais mal do que bem para a sociedade. A ideia da caridade, embora nobre em si, nunca irá por um fim ao problema que tenta solucionar, pois as pessoas ainda estarão presas na mesma relação de dependência, ou seja, elas ainda estarão morando mal, ou trabalhando em condições degradantes.

A caridade, de acordo com Ziźek, acaba por impedir as pessoas de realizarem que a saída para os problemas é uma mudança radical no sistema.  Em um ponto de vista socialista, de qualquer maneira que tentarmos reformar o capitalismo, ele ainda possuirá uma face desumana que precisa acabar, e ela se expressa na propriedade privada — “É imoral usar a propriedade privada para aliviar os males ocasionados pela instituição da propriedade privada”. Porém, é lógico que não devemos virar as costas para as pessoas necessitadas, mas sim entender que apenas a caridade não irá resolver os problemas delas a longo prazo.

A solução seria que nós reconstruíssemos a sociedade de forma que a pobreza deixasse de existir, e isso só acontecerá com o fim da instituição da propriedade privada e do capital.

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