A época em que imprensa mais destila ódio

São constantes ataques vindos da grande mídia para tentar influenciar o resultado das urnas. Esse período parece um vale-tudo, até jornalistas são demitidos por expressarem sua preferência de voto na Dilma, que vai à contramão do partido que os grandes veículos apoiam. No entanto, a mídia brasileira se diz imparcial e plural.

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Conforme a eleição vai ficando mais acirrada, a imprensa tenta dar seu golpe.

Conforme o dia da votação vai se aproximando, a imprensa vai ficando mais raivosa. São constantes ataques vindos da grande mídia para tentar influenciar o resultado das urnas. Esse período parece um vale-tudo, até jornalistas são demitidos por expressarem sua preferência de voto na Dilma, que vai à contramão do partido que os grandes veículos apoiam. No entanto, a mídia brasileira se diz imparcial e plural.

Já é provado que imparcialidade não existe em lugar algum, quando o jornalista escolhe a pauta já foi feita uma seleção e tomada uma decisão, aí se foi a imparcialidade. Outro fato é que os veículos possuem uma posição política, que vem da decisão de seu proprietário e, muitas vezes, compartilhada por grande parte da redação, tendo em vista que tem casos que isso já é levado em consideração na hora da contratação.

O melhor seria que os veículos assumissem sua posição, como faz a Carta Capital e jornais norte-americanos. Assumir seu posicionamento não faz a Carta Capital deixar de mostrar os diversos lados dos fatos e cobrir só o que lhe interessa. Já a maior parte dos veículos que se dizem imparciais fazem campanha descarada para os candidatos da direita. Essa é a diferença.

Essas matérias com alto teor ideológico e terrorismo pré-eleição, são golpes de uma mídia que não cumpre seu papel social e só pensa em seu monopólio e nos grandes anunciantes. Essa é a mesma mídia que deu suporte à Ditadura Militar e que não publica determinados assuntos sem uma posição dos Estados Unidos. Chegamos ao nível dela destilar ódio, e isso se reflete nas redes sociais, nas ruas e nos debates eleitorais, mas quando começam as agressões, lá vêm os veículos dizendo que todo mundo sai perdendo com esse comportamento.

Só estão esquecendo quem começou com tudo isso. Algumas coberturas chegam a ser cômicas, é difícil acreditar que são reais, mas são. Como exemplo, podemos falar sobre a delação premiada da Petrobrás, que os veículos criaram um escândalo, mostrando só o que lhes interessava. Outro exemplo vem das ruas, o último vídeo TV Folha. Além de mostrar só o pior lado de alguns eleitores, ele fomenta ainda mais o ódio. Aliás, a TV Folha vem fazendo coberturas que parecem surreais, mas elas colam, isso é o pior. Deixo o vídeo abaixo.