O que é marxismo cultural? Uma abordagem à esquerda

Que coisa é essa que chamam de marxismo cultural? Melhor, por que ficou na moda chamar de marxismo cultural qualquer coisa que seja feita pelos pobres?

O Marxismo cultural em uma imagem.
O Marxismo cultural em uma imagem.

Marxismo cultural é uma estratégia discursiva utilizada predominantemente pela direita brasileira para anular as práticas opostas aos seus objetivos, as colocando sob a classificação de “marxistas”, “de esquerda”, “comunistas”. Esta estratégia generaliza todas as práticas não conservadoras como de esquerda radical ou manipuladas pela esquerda radical.

Como isso pode acontecer?

Virou moda dizer que existe um plano maquiavélico por trás do governo do PT, uma escalada alternativa para a sociedade comunista que seria pautada em pequenas mudanças gradativas na cultura e nas instituições ao invés da tomada do poder à força, modelo de implantação do comunismo supostamente fracassado no século passado. Este argumento é encabeçado por personalidades como Olavo de Carvalho, pelo site Mídia Sem Máscaras, por Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino.

É comum ler que tal estratégia (a da dominação pela cultura) nasceu das análises culturais da Escola de Frankfurt e do filósofo marxista Antonio Gramsci e seu conceito de hegemonia cultural.

Segundo Olavo de Carvalho, em seu artigo de 2002 chamado “Do Marxismo Cultural“, escrito em sua coluna no jornal O Globo,

um cérebro marxista nunca é normal. O filósofo húngaro Gyorgy Lukacs, por exemplo, achava a coisa mais natural do mundo repartir sua mulher com algum interessado. Pensando com essa cabeça, chegou à conclusão de que quem estava errado não era a teoria: eram os proletários. Esses idiotas não sabiam enxergar seus “interesses reais” e serviam alegremente a seus inimigos. Estavam doidos. Normal era Gyorgy Lukács. Cabia a este, portanto, a alta missão de descobrir quem havia produzido a insanidade proletária. Hábil detetive, logo descobriu o culpado: era a cultura ocidental. A mistura de profetismo judaico-cristão, direito romano e filosofia grega era uma poção infernal fabricada pelos burgueses para iludir os proletários. Levado ao desespero por tão angustiante descoberta, o filósofo exclamou: ‘Quem nos salvará da cultura ocidental?’

Olavo ainda afirma que esta foi uma sacudida que os próprios socialistas tomaram, após se depararem com a impossibilidade da revolução comunista internacionalista. “Stálin recomendava que os partidos comunistas ocidentais recrutassem, antes de tudo, milionários, intelectuais e celebridades do ‘show business'”, diz ele sem apresentar suas fontes.

Gramsci e a revolução cultural, Marcuse, Adorno e Horkheimer e a Escola de Frankfurt, são nomes responsabilizados por Olavo pela destruição da cultura ocidental, único objetivo de tais pensadores. “Como não falava em revolução proletária nem pregava abertamente nenhuma truculência, a nova escola foi bem aceita nos meios encarregados de defender a cultura ocidental que ela professava destruir”. O plano era perfeito até encontrarem a perspicácia do mestre Olavo.

Um de seus discípulos, Felipe Moura Brasil, em artigo para seu blog na Veja, cita Linda Kimball para embasar sua visão do estado cultural contemporâneo, “Lukács instalou um programa de educação sexual radical e palestras sexuais foram organizadas; foi distribuída literatura contendo imagens que instruíam graficamente os jovens a enveredar pelo ‘amor livre’ (promiscuidade) e pela intimidade sexual (ao mesmo tempo que a mesma literatura os encorajava a ridicularizar e a rejeitar a ética moral cristã, a monogamia e a autoridade da igreja). Tudo isso foi acompanhado por um reinado de terror cultural perpetrado contra os pais, sacerdotes e dissidentes”.

Além dessas citações, o vídeo abaixo ilustra o que vem a ser o marxismo cultural na perspectiva destes rapazes.

A televisão, os livros escolares, as músicas, a arte em geral, e toda a educação, assim como a justiça e a estrutura do Estado, estariam sendo alterados microscopicamente para, depois de um tempo de modificações acumuladas, promover um momento ideal para a revolução comunista, que dessa vez seria silenciosa e sem derramamento de sangue. Uma enganação que faz quase todo mundo de presa, uma ilusão que cobre a realidade.

O mundo neutro antes do marxismo cultural

Segundo estas personalidades, haveria um mundo puro, neutro, imparcial, que é constantemente corrompido pela intenções comunistas de grupos de esquerda ou aliados. Ou seja, o marxismo cultural é aplicado sobre um mundo de pureza, de liberdade e de reflexão racional e deliberativa, causando caos e anestesia mental sobre aqueles que estão sob seu domínio.

Porque eu digo isso? Quando nós afirmamos que existe uma ilusão que domina a vida das pessoas e que essa ilusão é causada por determinados grupos que insistem em impor uma determinado modo de vida, o que nós estamos dizendo é que sem essa ilusão imposta por este grupo maquiavélico, o modo de vida original (e natural) seria novamente vivido. Ou seja, existe uma verdade, uma forma livre de se viver, e existe uma imposição exterior e estranha às vontades das pessoas. A partir dessa afirmação é possível concluir duas coisas:

1) As pessoas não são agentes sociais como condição sui generis. Elas podem ser agentes sociais desde que estejam livres de amarras (ilusões) impostas exteriormente (como o marxismo cultural).

2) Se a intenção do marxismo cultural é a implementação do comunismo de forma gradual e se ele é o objeto estranho que impõe um dado modo de vida às pessoas e as controlam (como o Marx da imagem no topo do texto), então a vida na sociedade capitalista é considerada o modo de vida natural, porque seria a condição perfeita para a livre-escolha e, portanto, para a primazia da vontade individual sobre a vontade coletiva.

Agentes sociais

A percepção da unidade biológica humana enquanto um sujeito está relacionada com a noção de que ele, o sujeito, é um ser sob o mando soberano. O sujeito é aquele que está assujeitado. Ao mesmo tempo, o sujeito é aquele que é moldado conforme o poder que ele está submetido e que o reproduz na mesma medida em que foi constituído.

O agente social, pelo contrário, é atividade constante. Ele não é moldado pelo mundo exterior pura e simplesmente: ele é um alguém que altera o mundo na mesma proporção em que é constituído por ele. O agente social é aquele que toma posições e altera a perspectiva da estrutura social, mesmo que microscopicamente. Ele não é manipulado, não é alguém alienado em ilusões.

É importante salientar esta diferença porque é sobre este ponto que pessoas como Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Felipe Moura Brasil e toda essa turma se pautam para dizer que existe uma parcela enorme do povo sendo manipulada (os tutelados) e um pequeno pedaço não manipulado (os tutores, que coincidentemente são eles).

No bojo dos manipulados, estão inclusive os pesquisadores da academia (que podem, além de manipulados, ser manipuladores). Eles são os soldadinhos treinados para reproduzir a “ideologia comunista-gayzista” por todo o Brasil. No fundo, toda e qualquer ideia que se afaste de uma visão ultra individualista e cristã do mundo é fruto de um indivíduo manipulado ou manipulador.

Na verdade, o que se vê é uma forma de dizer quem deve ser escutado e quem não deve. Quem pode falar e quem não pode. Quando nós falamos que a agência é um privilégio de poucos, nós estamos dizendo que esses poucos valem mais. Eles são aqueles que devem ser obedecidos – mesmo que não digam ser líderes. Os alienados que votaram na Dilma não merecem ser escutados, seus votos nem mesmo merecem ser contados, é necessário duvidar da validade do voto de alguém que faz tal heresia.

A autoridade do discurso da verdade não é do povo, não é dos cientistas e não é da mídia: é de alguns iluminados que conseguiram encontrar a verdadeira essência do ser, o livre-mercado e o cristianismo. Mas essa essência, de onde ela vem?

O modo de vida natural

O indivíduo é constituído por tipos de saber e configurações de poder de uma dada época em um dado ponto do globo. Ele é o que é por conta das relações de poder estabelecidas entre indivíduos e outros indivíduos e entre indivíduos e instituições, mas também por conta dos discursos que o atravessam, que são impostos por essas relações de poder e que, ao mesmo tempo, dão legitimidade para sua imperiosidade.

Isso significa que não há um modo de vida natural depois do indivíduo ser introduzido na cultura. Não é possível falar em modo de vida neutro, natural ou imparcial depois de submeter o indivíduo à linguagem e não há nenhuma programação na mente humana que indique como a vida deve ser vivida originalmente em sociedade. Basicamente, quando nós falamos sobre cultura e sobre a condição humana sob ela, estamos afirmando que nenhuma configuração deste sistema simbólico é natural.

A cultura é, pelo contrário, uma repressão de instintos e uma abertura de possibilidades infinitas dentro dos significantes disponíveis e das significações imagináveis. É a oposição em relação à natureza, como já observado por Levi-Strauss. A cultura é a previsibilidade, a natureza é o caos.

Sendo assim, a vida “natural” é uma constante violência nua, um desarranjo interminável de práticas voltadas unicamente para a satisfação de prazeres sexuais e para a conservação de si. Já a vida em sociedade, que pressupõe a cultura, é o lar das regras e da repressão constante dos instintos. A consciência precisa ser marcada, para que uma estrutura mental possa definir as possibilidades de ações e de compreensão do mundo. É necessário que um habitus, um sistema de disposições, seja formado. O agente social não é pura ação e não é pura determinação.

Com isso, somente quero dizer que um modo de vida, seja ele qual for, sempre será legítimo. A legitimidade de algo não é determinada por uma conclusão ontológica sobre o ser e sobre a história, mas sim pela força com que este algo é imposto. É legítimo aquilo que consegue movimentar mais poder a seu favor e se utilizar de um tipo de saber para lhe justificar.

Mas o que significa dizer que existe um modo de vida natural? Dizer que existe um modo de vida “original”, que não é uma ilusão, é uma forma de dar autoridade para um modo de viver particular. É um jeito de universalizar o particular. É pura ideologia. Quando eu digo que o jeito que eu acho melhor de se viver é o jeito original, correto e livre, o que eu estou fazendo é dizer que este é o jeito que deve ser vivido. Estou impondo um interesse particular.

Portanto, dizer que uma alternativa, seja ela qual for, ao livre-mercado e aos valores cristãos é uma ilusão, é um plano maquiavélico, é ao mesmo tempo dizer que o modo de vida original, escolhido por consenso, natural, legítimo, é aquele que está sendo ameaçado, é o modo de vida capitalista.

Conclusão

O marxismo cultural é uma arma. É um discurso que se julga verdade ao denunciar tudo que não está em seus interesses como inimigo público número um. Se é necessário apontar para um inimigo em comum, que irá ser o objetivo da união dos singulares, então que ele seja o comunismo: tudo que não nos agrada é culpa do comunismo.

Ao mesmo tempo, é esse discurso que tenta justificar instituições desgastadas como a polícia. O aparelho policial inteiro é justificado pelo discurso do marxismo cultural, que se apoia na força dos homens honrados para proteger a nação. O que vemos com este discurso é a propagação do reacionarismo com roupagem nova, é a tentativa de aproveitar um momento de falta de engajamento geral para culpar o comunismo pela descrença geral na política.

Eu iria mais longe e diria que o comunismo é só o pretexto, é só o inimigo necessário, mas o objetivo em si é fortalecer tudo de conservador que existe e tentar anular algumas das pautas mais liberais conseguidas no Brasil devido às mudanças que o tempo trás consigo. No fim, uma briga dentro da própria direita, pelo direito de conquistar um espaço e que pode ser provada pelas intrigas infantis entre Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino (o liberalzão da turma) vide os vídeos no anexo abaixo.

É aqui que percebe-se que o liberalismo come a própria teoria ao afirmar a possibilidade da enganação sistemática, da possibilidade do sujeito ser presa de uma ilusão constante. A liberdade, que deveria ser o valor máximo e a realidade a priori de qualquer teoria liberal, é alienada (no sentido marxista) de sua própria teoria mãe em prol de uma estratégia mais eficiente de poder. De calar uns para dar voz a outros.

***

Anexos

Este primeiro vídeo é uma suposta dissecação de Constantino e liberais como ele, feita por Olavo de Carvalho.

Já este segundo vídeo é uma crítica do próprio Constantino à direita retrógrada e conservadora.

Essa briga interna revela algo maior: não é só uma briga entre dois pseudointelectuais da direita, mas uma expressão das contradições existentes dentro da própria direita, a luta entre a liberdade total e o cristianismo, entre a mercadorização plena da vida e a valorização transcendental de tudo. No entanto, como já dito, a estratégia não é autofágica, como na esquerda. O inimigo é unicamente o comunismo e tudo que há de mal é jogado para esta bacia sob a acusação de marxismo cultural.

39 Comments

  1. Algo notável no pensamento que investe na pregação de que existe um suposto marxismo cultural é que ele pressupõe que os valores que são defendidos por eles mesmos são os corretos, naturais e por isso devem ser mantidos. O debate sobre a existência do marxismo cultural se mantém por si mesmo, pois ele se abstém de caminhar racionalmente e se justifica através da moral: “Se você postula que as pessoas homossexuais merecem os mesmos direitos que uma pessoa não-homossexual recebe na sociedade, você está automaticamente pregando uma ideia que pertence ao marxismo cultural, porque a homossexualidade é condenada pela religião cristã”. Não há um debate, apenas a imposição de uma ideia que termina em si mesma.

  2. Que maravilha! A conclusão a que se poderia chegar, a partir desse discurso em defesa do indefensável, é que toda crítica que se faz ao marxismo e ao seu subproduto mais tóxico, o marxismp cultural, nada mais é do que uma tentativa de anular as extraordínárias conquistas que essas doutrinas proporcionaram à humanidade, destacando-se, dentre elas, as que conduziram o nosso país ao caos político, econômico, social e institucional em que se encontra hoje.

      1. No Brasil, nas tribos indígenas, havia comunismo – ausência de propriedade privada e usos e costumes padronizados.. Já, no caso do Vinicius Siqueira, sociopsicólogo, a coisa é diferente: ele e uma pessoa de direita são como as faces da mesma moeda, isto é, são diferentes na aparência, mas são feitos, nos interesses próprios, da mesma essência. “Deus está morto”, senhor sociopsicólogo. Esta turma que pensa diferente de você não tem peso no campo das ideias. Você precisa ler mais sobre a natureza do comportamento humano. Varie a sua leitura; ler só autores de uma linha de pensamento é prejudicar o hábito de raciocinar – 6 e 9 têm o mesma forma, só depende da posição em que se observa.

      2. Nunca se tornou comunista:
        1) Por que a sociedade e as forças da sociedade impediu
        2)Apesar de varias tentativas barradas, as idéias e práticas comunistas ditadas por Karl Marx estão inseridas como método de estado e formato de ética e política, mas não como estado e modo de governo.

        Na prática, poucos querem o comunismo, tentam as vezes e sempre perdem.

        1. Qual é o livro de teoria do estado de Karl Marx?

          O Brasil não se tornou comunista porque não houve uma revolução comunista. Só isso.

          Dizer que ele não se tornou comunista porque a sociedade ou as forças da sociedade (que, aqui, eu tendo a interpretar essa frase como “forças militares”) não quiseram, é como dizer que toda sociedade tem um caminho para o comunismo e é tarefa da sociedade estabelecida utilizar seus aparelhos para reprimir esse caminho. Mas isso não é verdade, não faz sentido. O comunismo acontece sempre quando há forças positivas que o inserem.

      3. Claro! O Brasil nunca foi comunista! A Rússia também não! A China? Menos. Não vou nem citar Cuba, Vietnã, et caterva. Seu texto é bom, muito bom… Como mais um trabalhinho acadêmico que busca mapear o crescimento da direita no Brasil. Vá fazer essa barba e aprende a escrever, comunistinha do caralho.

        1. Roberto. O que tem a ver Cuba, que é comunista, com o Brasil?

          Pelo amor de deus, vocês fazem parte do pedaço de pessoas esclarecidas que acham o nazismo parte do comunismo?

          Vocês são o câncer.

          1. Faltou no seu excelente texto, Vinícius, uma última menção que é justamente a do exército de manipulados, alienados e ignorantes. Eles enxergam a narrativa do “mundo globalista comunista” como um dogma e não fazem questão de refletir ou tentar entender o quão pobre é essa narrativa. As vidas ficam mais tranquilas quando podem botar a culpa num “marxismo cultural” inexistente. Parabéns pelo texto. Abraço.

    1. Boa Daniel, o Marxismo cultural, como autor dos conceitos ” ocupação de espaço” e ”hegemonia” no livro CADERNOS DO CARCERE prova que o tal marxismos cultural é existente sim, tanto é que vemos isso nas universidades, mais especificamente, publicas !
      Eu poderia esticar a minha fala, mas de nada vai adiantar, mas você Daniel esta corretíssimo!

  3. O texto tem apenas uma tese: a de que não há estados naturais eque o homem, como toda a realidade, é produto da construção social. Logo, o texto trai-se por uma petição de princípio, isto é, a conclusão é assumida como verdadeira na premissa. Explico-me: a idéia crítica contra o marxismo cultural pauta-se justamente em que há valor universal em postulados morais que são subvertidos em nome de uma disseminação ideológica anticapitalista, que relativiza tudo. Então o autor desse texto coloca como ponto de partida que tudo é produto do discurso, que não há estados naturais; logo, ele assume tal coisa como verdade para concluir que a premissa da crítica, que é justamente haver verdades naturais, é falsa. Ainda traz no seu bojo uma outra inverdade: a de que a crítica contra o marxismo cultural defenderia que tais postulados universais estariam em linha com o capitalismo. Não é verdade. Igrejas e linhas espirituais não existem como regimes econômicos. Apenas podem estar mais livres com um do que com outro, e, evidentemente, uma equação materialista do mundo, não será afim com uma cosmovisão religiosa. Só que o marxismo clássico interpreta está cosmovisão como mero instrumento de dominação, e de aí, sim, a oposição às religiões e à moral. Esta luta idiotizada intelectualmente, por parte da esquerda, como se os direitos humanos e todo o elenco de valores libertários não pudessem ser bebem sucedidos no seio de sociedades espirituais é o que há de mais anacrônico.

    1. Felix.

      Eu não tento provar que o sujeito é construído socialmente através deste texto. Este texto serve pra mostrar que “Marxismo Cultural” é um discurso. Eu falo isso durante toda exposição.

      E “igrejas e linhas espiriturais” existem dentro do capitalismo e têm alguma função dentro dele. Elas não precisa se declarar como apoiadoras ou não, também não precisa ter uma veia econômica forte (como as igrejas evangélicas neopentecostais têm) para ter uma função específica dentro da sociedade.

      De resto, nem entendi a maioria do seu comentário, não faz o menor sentido para este artigo.

  4. Cansa, ainda, o cacoete imbecil de chamar X e y de pseudo-intelectual. Olavo é dono de uma cultura fenomenal, ainda que se queira dele discordar, como eu mesmo discordo. Duvido muito de que o autor do texto, pela sua juventude, tenha a cultura que ele tem.

    1. Aaaaah, agora entendi o comentário anterior. Você faz parte dos fãs de Olavo de Carvalho que tenta não demonstrar o entusiasmo que o fã sente pelo ídolo. Você é do tipo que “cultiva Olavo de Carvalho intelectualmente”, do tipo que “discute as obras”. Como se ele fosse um monstro da intelectualidade brasileira. Ah, me dá um tempo, este site não é feito pra baboseiras deste nível.

      1. Fato Vinícius! Um pseudo intelectual ASTRÓLOGO, pqp kk. É aquele cara que é apoiado pelos que defendem a existência de somente “xx” “xy” (o que é mentira) , mas acreditam que uma mulher saiu da costela de alguém e ignoram tudo que a ciência vem fazendo, fez, e todas suas descobertas. Não defendo o comunismo diria que as pessoas sim precisam de mais oportunidades e uma melhor distribuição de renda e até mesmo reforma agrária (isso definitivamente não é comunismo apenas sensatez).

          1. Fácil dizer que não entendeu e depois criticar a pessoa e não a ideia. Queria acompanhar um debate de ideias pra formar um ponto de vista, mas não consegui porque não houve debate.
            Houve uma exposição de um ponto de vista e depois uma contradita nos comentários, e o que poderia render um bom debate para quem é leigo e quer aprender virou um mimimi chato.

  5. Lixo de texto de um seguidor das cartilhas da esquerda. Ser feminista, pró-LGBT, a favor da legalização das drogas, ambientalista, ativista, etc. São só idiotas úteis de partidos que manobram as massas populares em prol de permanecer no poder. E ai de quem se opor, que logo será taxado de machista, racista, fascista, misógino, homofóbico e opressor. Até parece que a esquerda sempre defendeu essas bandeiras. Mas, ao perceber que poderia usar essas minorias como massa de manobra e assim ganhar eleitores – a maioria dos LGBTs e das mulheres são de esquerda, é só pesquisar – resolveu jogar de engenharia social. Agora me diga se não há marxismo cultural por de trás de tudo isso.

    Obs: fui pró-PT por mais de 20 anos, sou homoafetivo, e sou de esquerda. Só não sou otário. Gostou? Que punhalada, né?

    1. Seu comentário não faz o menor sentido. E nesse nível de comentário, você não tem condições de conhecer Marcuse, Lukács, Luxemburgo, Adorno, Mann, Gramsci, Horkheimer, Benjamin, entre outros que com inúmeros livros e teses, compõe o que chamam de “marxismo cultural”. Ninguém, fora meia dúzia de acadêmicos, leu e conhece as teorias desses autores, mas é claro que existe “marxismo cultural” em franca implementação no mundo. Dá pena, viu…

  6. Insistir que o marxismo tem fenômeno cultural é atestar a incapacidade de pensar sozinho. Duvido que liberais e neoliberais sérios acatem isso.

  7. Gente, essa porcaria de página alienada é fruto e prova inequívoca do marxismo cultural. Comunosocialistas até as entranhas do ânus, de nada mais se valem, a não ser da dialética marxista para ludibriar incaltos e tentar se manter na vanguarda de alguma revolução de merda. A questão agora é saber se é promovida por idiotas militantes fundamentalistas alienados, ou por mercenários que ganham algum trocado ou favores para proliferar uma falsa ideologia fracassada, nefasta e altamente contraditória. Idolatram idiotas como Marx, Foucault, Sartre, Slavoj Žižek, dentre outras nojeiras intragáveis pseudo intelectuais da mesma estirpe. Escola de Frankfurt à todo vapor aqui, levada ainda à diante por retardados que se julgam portadores da chama da razão e do saber. Muita medioridade!

  8. KKKKKKK Cara, ótima explicação do que é Marxismo cultural. Eu vim aqui por um trabalho da escola e precisava de argumentos e contra argumentos. Eu não paro de rir com os comentário dos revoltados de direita afirmando que existe um plano diabólico dos comunistas para tomar o poder do mundo kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. Que loucura ! Quanto emaranhado, numa corrida atrás do vento sem perspectivas de algo mais lúcido para as nossas necessidades mais básicas, que é a vida pura e simples destituída dessas mega lucubrações que confundem mais do que necessariamente informam, e ainda por cima esbanjando heresias, sem levar em conta que postulados intelectuais à parte, os valores morais para uma sustentabilidade social louvável e madura, estão indo pro lixo e tome “cabo de guerra!” Que tal, fugir do “me engana que eu gosto?” E partir pro palpável, sem os gracejos das “capitanias hereditárias ?” Vasculhar as alturas; maximizar os pendões de uma nação que tão premente necessita do óbvio pra decolar e fugindo, é claro, das miríades neo-culturais, de odores nefastos que pululam por aí, sequiosas por novas terras. Decididamente, numa ótica horizontal, estaremos cada vez mais fadados a digerir a horda de alimentos vencidos que nos são impostos, das mais diversas formas…

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