De olhos para baixo

No mundo em que estamos inseridos, a internet, além de ser um fenômeno é vital para ações do cotidiano.

No mundo em que estamos inseridos, a internet, além de ser um fenômeno é vital para ações do cotidiano. Você acaba de ser levantar da cama e, instantaneamente acessa o celular, dá uma espiada no twitter, facebook, instagram, para verificar quem deu a curtida nas besteiras, falácias ou hipocrisias que disse.

Não estou aqui para condenar a pessoa que praticou a ação ou quem curtiu. Vocês são livres para tal. No entanto, tenho certa preocupação com essa espetacularização das redes sociais. E, acredito fielmente que a palavra mais justa é de fato espetacularização.

É no mínimo curioso. A internet que há poucos anos era uma novidade hoje é totalmente indispensável. Não podemos imaginar trabalhar sem ela ou praticar o lazer (para àqueles que baixam filmes, músicas, livros…). Acontece, como indiquei no início deste texto, as pessoas mal abrem o olho e já dão o primeiro click. Como se houvesse uma necessidade absurda de dizer: – Ei você, eu tô aqui. Dá uma clicada aí pra ficar de boa. Isso realmente me cansa. O sujeito toma o café da manhã começando o dia olhando para baixo. Se, ele mora com outras pessoas, as prosas matutinas já não são as mesmas (se é que há alguma). Aliás, para que o indivíduo liga a televisão se o mesmo não presta atenção no noticiário?

Não me interpretem mal. Não venho amaldiçoar quem usa a internet e suas ferramentas. Venho aqui, fazer uma crítica construtiva. Não somos robôs ou seres mecânicos. Mas, deixar que essas novidades interfiram em nossas vidas é uma problemática. Como disse o grande Baudelaire, “quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão”.

Adoro as tecnologias apesar de alguns apetrechos não saber utilizar. Temos que nos adaptar à vida pós-moderna a fim de facilitar nossas tarefas. Agora, chegar ao ponto de abalar os relacionamentos sociais é preocupante. Minha pieguice me faz reparar nessas ações interpessoais. É mais que perda de tempo passar horas do dia conferindo o telefone.

Fico extremamente incomodada se algum amigo vem ao meu encontro e onde quer que estamos, seja no barzinho, em casa ou almoçando, o indivíduo vai lá acessar a conta de suas redes sociais. Para mim, chega a ser um ultraje.

Tenho a certeza absoluta que, mesmo que você seja popular e atingiu ao máximo a capacidade de amigos no Facebook, os seus amigos de verdade dá para se contar nas mãos. A internet possui um lado plástico e, muitas vezes é romantizado por nós por essas ações ínfimas. É ou não é verdade? Amigo que é amigo vai estar sempre ao teu lado quando precisar. Não vai ser uma curtida “ingênua” que mudará a ordem dos relacionamentos.

One Comment

  1. Me sinto assim também, as relações parecem ser liquidas demais, pessoas não prestam atenção nas outras, preferem o aparelho…toda essa tecnologia é boa, o problema e que a maioria das pessoas ficam perdidas na abstração, num mundo que não é real, amigos podemos contar nos dedos… é puro sonho…as pessoas estão sempre sorrindo, por mais que estejam quebradas por dentro…

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