Símbolo da luta: Manifesto Comunista completa 167 anos

Em um Fevereiro de 167 anos atrás, dois revolucionários alemães publicaram um texto curto, de poucas páginas, que viria a se tornar um dos escritos mais influentes da História da humanidade.

Por José Sillos, em colaboração ao Colunas Tortas.

1ª edição do Manifesto Comunista.
1ª edição do Manifesto Comunista.

Em um Fevereiro de 167 anos atrás, dois revolucionários alemães publicaram um texto curto, de poucas páginas, que viria a se tornar um dos escritos mais influentes da História da humanidade. O ano era 1848, e Karl Marx e Friederich Engels viam com os próprios olhos as massas de povos sufocados da Europa se levantarem contra seus senhores, exigindo serem incluídos na vida de liberdade e dignidade que havia sido inventada seis décadas antes, na França revolucionária. O que nenhum dos dois alemães em questão poderia imaginar é que, pouco mais de meio século depois, o pequeno texto de título O Manifesto do Partido Comunista teria construído uma vida própria, se tornando um personagem nas mãos das centenas de milhões de pessoas que tomaram suas páginas como inspiração na sua luta pela existência.

Suas descrições sobre a emergência da sociedade burguesa europeia e sua tomada forçada do mundo se mantém ainda hoje como um golpe profundo nos olhos de quem o lê. Os donos das coisas se mostraram, de maneira pouco impressionante, poucos criativos, e quem corre pelas palavras urgentes de Marx e Engels sobre os donos de ontem, é compelido a olhar pela janela e ver os donos de hoje cometendo os mesmos crime. “Na sociedade burguesa o trabalho vivo é apenas um meio para multiplicar o trabalho acumulado” é o que nos diz o capítulo II, e é também o que nos diz as contas subreptícias do HSBC. “A burguesia arrancou à relação familiar o seu comovente véu sentimental e reduziu-a a uma pura relação de dinheiro” é o que Marx e Engels escreveram no capítulo primeiro, e é isso que nos contam nossos vizinhos, familiares ou conhecidos, ainda presos no 1848 das brutalidade de um mundo que os forçam à miséria da separação.

Se vinte e cinco anos atrás a queda da União Soviética nos colocava em um espaço onde nada de novo haveria no rugir das tempestades, os netos dos que sofriam à época de Marx e Engels fazem questão de nos provar o contrário. Na Ucrânia, nas Filipinas, da India até Kobane, na sua cidade, na sua rua, o Manifesto do Partido Comunista ainda existe para os mais necessitados, para quem ainda não recebeu o divino provento de ser um dos bons da Revolução Francesa.

“Um espectro ronda a Europa”, começa o panfleto, e hoje este espectro do preâmbulo do manifesto segue vivo, nas mãos de quem trabalha, de quem sofre, de quem ainda não esqueceu sua parte do quinhão da humanidade.

Uni-vos.

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