Livro da Semana: Estrela da Manhã, Surrealismo e Marxismo – Michael Lowy

Lowy extrai da história do surrealismo uma narrativa revolucionária, que mostra a luta do movimento em tornar o mundo o inverso do que era. Clique aqui, veja e faça download do livro!

O surrealismo é um movimento artístico?

O livro foi lançado em 2002, pela editora Civilização Brasileira.

Sem dúvida, no entanto, como todo movimento artístico modernista, tem características que extrapolam a mera forma. O conteúdo surreal é feito por Freud, seu conceito de inconsciente e – embora ninguém saiba – do marxismo [1].

Breton – líder do movimento na França – escreveu dois manifestos surrealistas: o primeiro versava sobre as bases do movimento na psicanálise freudiana; já o segundo, firmava os dois pés dos artistas no marxismo. Inclusive, este é um dos motivos para a expulsão de Dalí, próximo ao regime fascista de Franco, na Espanha [2].

Lowy extrai da história do surrealismo uma narrativa revolucionária, que mostra a luta do movimento em tornar o mundo o inverso do que era, de se unir a outros movimentos revolucionários e traçar uma política rígida entre seus membros.

Para os surrealistas, era necessário traçar uma nova mitologia, que conseguisse abrir espaço para a criação de um mundo novo. A nova mitologia deveria comportar a poesia, a arte e a política: o próprio surrealista se colocava neste papel.

A aproximação com o trotskysmo foi fruto das desavenças com o Partido Comunista Francês, de linha stalinista. Breton, que chegou a visitar Trotsky em sua casa no México, queria liberdade artística acima de tudo – influência do movimento anarquista, de onde os artistas nunca se retiraram completamente.

Para ler uma resenha produzida pelo Colunas Tortas, clique aqui. Para fazer download do livro, clique aqui.

Referências

[1] Surrealismo: características da imaginação. Colunas Tortas, acessado em 15/01/2016. Voltar ao texto.

[2] Quando Salvador Dalí foi expulso do movimento surrealista. Colunas Tortas, acessado em 15/01/2016. Voltar ao texto.