Livro da Semana: A Sociedade do Espetáculo – Guy Debord

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O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens. [Guy Debord, A Sociedade do Espetáculo]

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Debord nasceu em 1931, em Paris, e morreu em 1994, também na França.

A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, nasceu pouco antes das irrupções violentas de Maio de 68. Foi como uma previsão, uma teoria da revolta: Debord – filósofo e cineasta – e os outros participantes da Internacional Situacionista[1] eram militantes ativos da época, com críticas ao surrealismo, ao dadaísmo e ao reformismo marxista.

Para compreender estes movimentos, Debord entrou de cabeça em Hegel e aprofundou a análise marxista sobre a ideologia, a adaptou para o século XX e identificou uma característica do pós-guerra: a ideologia passou a entrar em todas as esferas da vida.

O espetáculo, por sua vez, é ideologia por excelência, é mediação mentirosa da vida,

O espetáculo, compreendido na sua totalidade, é ao mesmo tempo o resultado e o projeto do modo de produção existente. Ele não é um suplemento ao mundo real, a sua decoração readicionada. É o coração da irrealidade da sociedade real[2]

Debord discute o tempo na sociedade espetacular, o lazer e a mercadoria. Leitura obrigatória para estudar a ideologia na contemporaneidade: para baixar, clique aqui.

Referências

[1] Internacional Situacionista: uma pequena grandiosa história. Colunas Tortas, acessado em 22/01/2016.

[2] DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Livros da Revolta, sem data, p. 23.

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Veja aqui o filme de Debord sobre A Sociedade do Espetáculo

 

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