Memória discursiva – Michel Pêcheux

A memória discursiva é o suporte semântico de um discurso, seu funcionamento se dá através da repetição de enunciados, que forma uma regularidade discursiva. Esta, por sua vez, invoca significados através dos pré-construídos estabelecidos nas séries enunciativas. O exemplo utilizado do discurso religioso na televisão demonstra uma tentativa de ruptura no discurso religioso, retirando seu traço tradicional de resignação e sofrimento.

Acontecimento discursivo – Michel Pêcheux

O acontecimento discursivo entra como conceito-chave na obra de Pêcheux a partir de sua terceira fase. O pioneiro da Análise do Discurso Francesa (AD) criou o conceito para dar conta da variação de sentido alcançada por enunciados após sua prática. Por fim, o exemplo da Marcha das Vadias é utilizado para mostrar a funcionalidade analítica do conceito proposto.

“Não vou pagar o pato”, ou O discurso: estrutura ou acontecimento? – Michel Pêcheux

O slogan “não vou pagar o pato” promovido pela FIESP em favor do golpe de 2016, teve papel importante na concentração de interesses em manifestações pró-impeachment. Com base teórica a Análise do Discurso de linha francesa (AD), tendo como pioneiro Michel Pêcheux, entendemos que este enunciado carrega diferentes posições de sujeito para cada tipo de enunciador, sendo que o sujeito da enunciação legitimado pelas relações não discursivas é o membro da elite empresarial brasileira, representada por Paulo Skaf. Desta forma, colocamos como hipótese que a ilusão da classe trabalhadora (pobres e classe média) em ser representada por este enunciado se dá através dos mecanismos próprios do discurso.

Constructo discursivo e as condições de produção – Michel Pêcheux

O Constructo discursivo abarca o discurso, as formações imaginárias, discursivas e ideológicas de uma dada situação. É um conceito formado por Ana de Godoy e visa compreender o jogo de evidências na comunicação entre dois sujeitos. Abordamos o conceito em sua relação com as condições de produção

As duas formas da ideologia – Michel Pêcheux

Michel Pêcheux se esforça por elaborar uma teoria do funcionamento da ideologia, a separando em dois compartimentos, um relacionado ao processo produtivo e outro relacionado às relações de produção. Um empírico e o outro especulativo. Aqui, o autor já inicia seu trabalho com as noções que depois viriam a ser parte da Análise do Discurso Francesa e termina por diagnosticar as ciências sociais de seu tempo como ideologias.

O pré-construído – Michel Pêcheux

O pré-construído se localiza no cruzamento da teoria do discurso com a linguística, fundamentando a pré-existência de um conteúdo numa ligação sintática que, sem esse já dito, não oferece qualquer sentido particular. Sírio Possenti oferece modificações e limitações ao conceito, de maneira que ele passa a ter mais relação com as formações discursivas do que com o interdiscurso proposto por Pêcheux.

Formação discursiva e interdiscurso – Michel Pêcheux

A formação discursiva entra como resolução dos problemas que as condições de produção do discurso haviam dado a Pêcheux no início do desenvolvimento da Análise do Discurso Francesa (AD). Mais a frente, ela se relaciona com o conceito de formação ideológica e interdiscurso: a formação discursiva é aquilo que afirma o que se pode dizer dentro de uma formação ideológica dada e é definida através dos interdiscursos que lhe dão possibilidade de existência. Por fim, o conceito implode na terceira fase da AD.

Condições de produção do discurso – Michel Pêcheux

As condições de produção do discurso são observadas, no presente artigo, ao longo das obras de Pêcheux, passando de circunstâncias imediatas para determinações históricas. O exemplo dos Sermões de Padre Vieira e da campanha da revista Veja contra a miséria servem de apoio à aplicação do conceito.