Foucault como arqueólogo – Norman Madarasz

O artigo visa mostrar a proposta de Norman R. Madarasz em assumir que Foucault utilizou o método arqueológico em toda sua obra, às vezes diretamente, às vezes subordinado à tática genealógica. Por fim, o autor procura salientar também que a arqueologia é um tipo de análise estrutural e, portanto, Foucault não rejeitou o estruturalismo em sua obra, apesar de se posicionar distante a ele.

Memória discursiva – Michel Pêcheux

A memória discursiva é o suporte semântico de um discurso, seu funcionamento se dá através da repetição de enunciados, que forma uma regularidade discursiva. Esta, por sua vez, invoca significados através dos pré-construídos estabelecidos nas séries enunciativas. O exemplo utilizado do discurso religioso na televisão demonstra uma tentativa de ruptura no discurso religioso, retirando seu traço tradicional de resignação e sofrimento.

Acontecimento discursivo – Michel Pêcheux

O acontecimento discursivo entra como conceito-chave na obra de Pêcheux a partir de sua terceira fase. O pioneiro da Análise do Discurso Francesa (AD) criou o conceito para dar conta da variação de sentido alcançada por enunciados após sua prática. Por fim, o exemplo da Marcha das Vadias é utilizado para mostrar a funcionalidade analítica do conceito proposto.

“Não vou pagar o pato”, ou O discurso: estrutura ou acontecimento? – Michel Pêcheux

O slogan “não vou pagar o pato” promovido pela FIESP em favor do golpe de 2016, teve papel importante na concentração de interesses em manifestações pró-impeachment. Com base teórica a Análise do Discurso de linha francesa (AD), tendo como pioneiro Michel Pêcheux, entendemos que este enunciado carrega diferentes posições de sujeito para cada tipo de enunciador, sendo que o sujeito da enunciação legitimado pelas relações não discursivas é o membro da elite empresarial brasileira, representada por Paulo Skaf. Desta forma, colocamos como hipótese que a ilusão da classe trabalhadora (pobres e classe média) em ser representada por este enunciado se dá através dos mecanismos próprios do discurso.

Constructo discursivo e as condições de produção – Michel Pêcheux

O Constructo discursivo abarca o discurso, as formações imaginárias, discursivas e ideológicas de uma dada situação. É um conceito formado por Ana de Godoy e visa compreender o jogo de evidências na comunicação entre dois sujeitos. Abordamos o conceito em sua relação com as condições de produção

As duas formas da ideologia – Michel Pêcheux

Michel Pêcheux se esforça por elaborar uma teoria do funcionamento da ideologia, a separando em dois compartimentos, um relacionado ao processo produtivo e outro relacionado às relações de produção. Um empírico e o outro especulativo. Aqui, o autor já inicia seu trabalho com as noções que depois viriam a ser parte da Análise do Discurso Francesa e termina por diagnosticar as ciências sociais de seu tempo como ideologias.

Filosofia Juche sob a ótica de Arendt e Marcuse

Por Vinícius Mendes em colaboração ao Colunas Tortas. A ideia Juche Publicado em 1982 pelo ainda deputado da Suprema Assembleia do Povo da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, filho mais velho de Kim Il-Sung, que havia assumido o posto de premiê norte-coreano em dezembro de 1948 por decisão da União Soviética e se tornado presidente em…

Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado – Louis Althusser: uma resenha

Da série “Michel Pêcheux: Conceitos Fundamentais“. Apoie o Colunas Tortas! Compre essa resenha detalhada em formato digital e tenha a melhor experiência de leitura: 34 páginas Formato: PDF Formatado para ser lido em tablets, celulares e desktop. Autor: Vinicius Siqueira São R$4,99. Clique abaixo e adquira! Lendo Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado O ensaio…

O pré-construído – Michel Pêcheux

O pré-construído se localiza no cruzamento da teoria do discurso com a linguística, fundamentando a pré-existência de um conteúdo numa ligação sintática que, sem esse já dito, não oferece qualquer sentido particular. Sírio Possenti oferece modificações e limitações ao conceito, de maneira que ele passa a ter mais relação com as formações discursivas do que com o interdiscurso proposto por Pêcheux.