A fase de decomposição do capitalismo – Imperialismo

O presente artigo mostra a fase de decomposição do capitalismo através da dominação do imperialismo. Quem mais lucra com este esquema são os rentiers, as pessoas que não participam de nenhuma empresa, que são ociosas e ganham uma renda de juros. Tais agentes somados com os Estados exploradores de colônias são chamados por Lenin de parasitas, crias do capitalismo financeiro.

Da série “Imperialismo em Lenin“.

Primeira edição francesa de O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo.
Primeira edição francesa de O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo.

Após entender que o fascismo nasce a partir do monopólio desenvolvido por associações capitalistas, da dominação dos bancos sobre capital-dinheiro disponível para o uso das indústrias, do poder exercido pelas oligarquias financeiras e pela rapinagem do capitalismo financeiro sobre os países dependentes e colônias, resta a Lenin condensar todas as informações em uma definição do imperialismo e em uma perspectiva de futuro do desenvolvimento do modo de produção capitalista sob esta forma específica.

O imperialismo não é uma ruptura no desenvolvimento histórico-econômico do capitalismo, mas sim continuação direta de suas características fundamentais. Entretanto, a mudança para imperialismo capitalista só acontece quando algumas características fundamentais se transformam em sua antítese. “O que há de fundamental neste processo, do ponto de vista econômico, é a substituição da livre concorrência capitalista pelos monopólios capitalistas”[1], afirma Lenin.

Clara Zetkin e a ofensiva da burguesia – Fascismo

O fascismo nasce como ofensiva da burguesia contra o proletariado e parte da responsabilidade de sua emergência é dos partidos comunistas e social-democratas que se tornaram reformistas diante da conjuntura revolucionária. A resposta de Clara Zetkin para a ofensiva fascista é o trabalho de base e a luta com uso da violência como autodefesa.

O mundo rapinado pelo capitalismo financeiro – Imperialismo

O artigo abaixo tem como objeto a expansão e partilha do mundo feita pelas associações monopolistas e pelas grandes potencias europeias. No capitalismo financeiro, o interesse do capital privado está unido aos interesses dos Estados, de tal maneira que o imperialismo se aplica como movimento na estrutura econômica, mas também como agente na esfera política e ideológica, como maneira de alocar as camadas rebeldes em postos de trabalho longe da metrópole.

O poder das oligarquias financeiras – Imperialismo

O presente artigo traça o desenvolvimento do capitalismo financeiro ano a ano no fim do século XIX e início do século XX. Com a dominação dos monopólios, os países com capitalismo em estágio avançado começaram a exportar capital para Estados menos desenvolvidos e colônias, formando uma rede de dependência ao redor do globo.

A ascensão dos bancos – Imperialismo

O monopólio industrial levou a um aumento de circulação de capital-dinheiro concentrado em poucas instituições, o que concentrou também o poder dos bancos sobre o monopólio industrial, gerando um novo tipo de monopólio, como consequência da fusão entre o capital industrial e o capital bancário. Assim nasce o capitalismo financeiro, com concentração de inteligência e capital nos bancos para o uso industrial.

O capitalismo monopolista – Imperialismo

O presente artigo explica o nascimento do capitalismo monopolista segundo Lenin. No fim do século XIX e início do século XX, enquanto as grandes empresas conseguiram concentrar capital, tecnologias e força de trabalho, as pequenas empresas foram, paulatinamente, sendo compradas, incorporadas ou faliram. Eleva-se a socialização da produção ao máximo, mas a apropriação dos produtos ainda é privada.

Uso racional da ideologia irracional no fascismo – Michael Parenti

A aparente irracionalidade da ideologia fascista encobre um uso racional e instrumental de seus desígnios, diz Michael Parenti. O culto à personalidade, a hostilidade à paz e a ênfase a valores monísticos são bases para a análise do uso racional e estratégico de visões irracionais de mundo. Junto a isso, seus desdobramentos envolvem o uso do patriarcado como base da sociedade fascista, que fornece papeis fixos aos homens e mulheres na condução da família e na obrigação de mantê-la viva, sob o interesse da reprodução da sociedade fascista.

O fascismo e seu conceito – Fascismo

O presente artigo visa identificar um conceito geral de fascismo partindo das análise do filósofo Leandro Konder e do historiador Robert Paxton. O primeiro analisa o movimento político como uma espécie da direita, enquanto o segundo afirma que o fascismo é um tipo diferente no espectro político tradicional. Entretanto, ambos assinalam a dependência do fascismo com o financiamento do capital financeiro. O fascismo, por fim, é classificado como uma força social com característica social-conservadora disfarçada numa roupagem de movimento modernizador, guiado por uma ideologia de pragmatismo radical e suportado por um mito nacionalista.

As renegações da política: arquipolítica, parapolítica, metapolítica, ultrapolítica e pós-política

Os conceitos de arquipolítica, parapolítica, metapolítica, ultrapolítica e pós-política são explicados a partir de seus usos na discussão política atual. Enquanto a aquipolítica explica comunitarismos políticos, a parapolítica é um fluxo de concentração da política na democracia representativa, já a metapolítica não acredita na possibilidade de uma política eficiente a partir da representatividade popular. A ultrapolítica é a adequação da política em moldes militares e a pós-política considera que os conflitos estruturais foram superados.

Os usos do fascismo como discurso civilizatório

O fascismo é um conceito utilizado pela esquerda e pela direita. No presente artigo, a Revista Fórum e O Antagonista são analisados em seus usos do termo fascismo. É possível formar uma hipótese através da apropriação do conceito feito pelos colunistas e jornalistas da Revista Fórum e pelo texto escolhido d’O Antagonista de que o fascismo está presente num discurso maior de cunho civilizacional, que corta o saber político, mas acumula enunciados da esfera moral e da filosofia.