Itália: um elo fraco na cadeia imperialista – Fascismo

A Itália sofreu com contradições políticas desde sua primeira tentativa de unificação nacional, passando pelas contradições econômicas no processo de desenvolvimento da indústria no Norte e terminando pela própria forma de viver e olhar o mundo dividia entre as regiões Norte e Sul. O resultado foi um momento de crise político-ideológica entre as classes trabalhadoras, entre a classe capitalista e os grandes proprietários agrários.

Da série “Fascismo“.

Fascismo e Ditadura foi publicado em 1978 no Brasil.
Fascismo e Ditadura foi publicado em 1978 no Brasil.

A Itália foi o berço do fascismo e assim como a Alemanha, também é analisada por Nicos Poulantzas a partir de sua posição frágil na cadeia imperialista. O país também teve seu processo de industrialização tardiamente iniciado, por volta de 1880, mas desde o início com tendência de fusão do capital bancário com o capital industrial e ritmo elevado de concentração de capital. “O capital industrial monopolista não <<precedeu>> a constituição do capital financeiro, foi antes o seu corolário”[1].

Durante a Primeira Guerra Mundial, o processo de concentração que já andara em franco crescimento foi intensificado e, logo após a guerra, a Itália entrou em uma grave crise econômica, cujo processo atravessa a desigualdade brutalmente estabelecida entre o desenvolvimento industrial e os desenvolvimentos do capitalismo no campo.

A ausência quase total de reforma agrária – reforma que se verificou nas regiões do Oeste da Alemanha – e persistência do carácter feudal das explorações dos grandes agrários do Sul da península não só retardaram o ritmo de acumulação primitiva do capital como (e isto é o mais importante) cavaram o fosso do desenvolvimento desigual interno e acentuaram os seus efeitos secundários sobre o mercado interno e a indústria.[2]

Alemanha: um elo fraco na cadeia imperialista – Fascismo

A Alemanha foi um elo fraco do imperialismo devido à conturbada “revolução” democrática que manteve poder nas mãos do capital agrário. Estes, 1) causaram fraqueza política na medida em que tinham grande influência no bloco no poder, 2) causaram fraqueza ideológica pois ainda tinham dominância na ideologia vigente, com resquícios fortes do período feudal e 3) foram os grandes perdedores econômicos no desenvolvimento acelerado da indústria. Assim, as crises nas esferas política, ideológica e econômica tornaram o país fraco em relação aos outros países imperialistas.

O imperialismo em Poulantzas e a condição do fascismo – Fascismo

No artigo presente, será exposta uma introdução à teoria do imperialismo do filósofo grego Nicos Poulantzas. O imperialismo, diz o autor, forma uma rede com elos fracos e fortes. Através da relação dos países imperialistas entre si e entre suas formações sociais dependentes e dominadas, surge a hegemonia dos EUA após a segunda-guerra mundial, com tendência para a exportação de capitais para outros países imperialistas europeus. O fascismo, por sua vez, cresce da força de expansão do imperialismo e com o efeito de isolamento e unidade promovidos pelo Estado burguês na fase imperialista.

A fase de decomposição do capitalismo – Imperialismo

O presente artigo mostra a fase de decomposição do capitalismo através da dominação do imperialismo. Quem mais lucra com este esquema são os rentiers, as pessoas que não participam de nenhuma empresa, que são ociosas e ganham uma renda de juros. Tais agentes somados com os Estados exploradores de colônias são chamados por Lenin de parasitas, crias do capitalismo financeiro.

Clara Zetkin e a ofensiva da burguesia – Fascismo

O fascismo nasce como ofensiva da burguesia contra o proletariado e parte da responsabilidade de sua emergência é dos partidos comunistas e social-democratas que se tornaram reformistas diante da conjuntura revolucionária. A resposta de Clara Zetkin para a ofensiva fascista é o trabalho de base e a luta com uso da violência como autodefesa.

O mundo rapinado pelo capitalismo financeiro – Imperialismo

O artigo abaixo tem como objeto a expansão e partilha do mundo feita pelas associações monopolistas e pelas grandes potencias europeias. No capitalismo financeiro, o interesse do capital privado está unido aos interesses dos Estados, de tal maneira que o imperialismo se aplica como movimento na estrutura econômica, mas também como agente na esfera política e ideológica, como maneira de alocar as camadas rebeldes em postos de trabalho longe da metrópole.

O poder das oligarquias financeiras – Imperialismo

O presente artigo traça o desenvolvimento do capitalismo financeiro ano a ano no fim do século XIX e início do século XX. Com a dominação dos monopólios, os países com capitalismo em estágio avançado começaram a exportar capital para Estados menos desenvolvidos e colônias, formando uma rede de dependência ao redor do globo.

A ascensão dos bancos – Imperialismo

O monopólio industrial levou a um aumento de circulação de capital-dinheiro concentrado em poucas instituições, o que concentrou também o poder dos bancos sobre o monopólio industrial, gerando um novo tipo de monopólio, como consequência da fusão entre o capital industrial e o capital bancário. Assim nasce o capitalismo financeiro, com concentração de inteligência e capital nos bancos para o uso industrial.

O capitalismo monopolista – Imperialismo

O presente artigo explica o nascimento do capitalismo monopolista segundo Lenin. No fim do século XIX e início do século XX, enquanto as grandes empresas conseguiram concentrar capital, tecnologias e força de trabalho, as pequenas empresas foram, paulatinamente, sendo compradas, incorporadas ou faliram. Eleva-se a socialização da produção ao máximo, mas a apropriação dos produtos ainda é privada.

Uso racional da ideologia irracional no fascismo – Michael Parenti

A aparente irracionalidade da ideologia fascista encobre um uso racional e instrumental de seus desígnios, diz Michael Parenti. O culto à personalidade, a hostilidade à paz e a ênfase a valores monísticos são bases para a análise do uso racional e estratégico de visões irracionais de mundo. Junto a isso, seus desdobramentos envolvem o uso do patriarcado como base da sociedade fascista, que fornece papeis fixos aos homens e mulheres na condução da família e na obrigação de mantê-la viva, sob o interesse da reprodução da sociedade fascista.