Este artigo analisa o discurso de Paulo Galo, explorando a tensão entre a militância digital e a figura do “trabalhador humilde”. Através de uma lente discursiva, discute-se a “polícia da enunciação” que prioriza o significante sobre o sentido. Argumenta-se que Galo substitui o conflito de classes por uma ética cristã do sofrimento, onde a “chucrice” é convertida em capital simbólico. A análise revela como essa oposição entre o pobre virtuoso e o acadêmico arrogante fragmenta a organização política brasileira.