O mal e o bem são inevitáveis

O bem e o mal estão em nossas vidas porque devem estar. Lembre-se disso e fortaleça seu corpo!

Da série Friedrich Nietzsche.

Nietzsche
Nietzsche

O sujeito só é o que é por ter vivido o bem e o mal. Não há como fugir desse destino: a vida não é feita só de alegrias. A alegria, por sua vez, depende da tristeza para ter sua validade. Segundo o bigodudo alemão, o forte também precisa do veneno, mas este veneno não tem o mesmo efeito que aflige o fraco,

“Examinai a vida dos homens e dos povos melhores e mais fecundos, e perguntai se uma árvore que deve elevar-se altivamente nos ares pode dispensar o mau tempo e as tempestades; se a hostilidade do exterior, as resistências exteriores, todas as espécies de ódio de inveja, de teimosia, de desconfiança, de dureza, de avidez e de violência não fazem parte das circunstâncias favoráveis sem as quais nada, nem sequer a virtude, poderia crescer grandemente? O veneno que mata as naturezas fracas é um fortificante para as fortes; … e por isso não lhe chamam veneno.” [1]

A dor fortalece, pois a dor também marca o corpo. Um corpo marcado é um corpo experiente, que sabe se virar. Em termos gerais, o forte nasce da sua vontade de potência, mas nunca da redoma de uma vida sem tensões.

A derrota faz parte da trajetória do forte, que não se submete às regras, que insiste na luta, que insiste em impor sua vontade e afirmar a si mesmo.

Referências

[1] NIETZSCHE, Friedrich. Gaia Ciência, São Paulo: Escala, 2008. p.60.

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