Colunas Tortas: saiba o que esperar de nós

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Quem somos?

O Colunas Tortas é uma proto-revista eletrônica cujo objetivo é promover a divulgação e a popularização de autores de filosofia e sociologia contemporânea, sempre buscando manter um debate de alto nível – e em uma linguagem acessível – com os leitores.

Nietzsche, Foucault, Cioran, Marx, Bourdieu, Deleuze, Bauman: sempre procuramos tratar de autores contemporâneos e seus influenciadores, levando-os para fora da academia, a fim de que possamos pensar melhor o nosso presente e entendê-lo.

Quem fomos? Nossa história

Em março de 2013, o Colunas Tortas nasce como um blog de crítica social, geralmente articulando o pensamento de filósofos contemporâneos para tecer seus textos. Com o passar dos meses, se torna um site que produz artigos de filosofia introdutórios e resenhas de livros, além de textos que ofereciam discussões sobre cinema, arte, cultura.

No entanto, havia ainda um salto a se dar. O desafio de alimentar regularmente uma revista eletrônica com artigos de qualidade e estilo rigoroso foi aceito e o site deixou seu lado superficial para entrar de cabeça em artigos técnicos como núcleo de sua linha editorial.

A caminhada difícil para a produção de artigos relevantes para o público de dentro e fora da academia fortaleceu o senso da equipe interna do Colunas Tortas de que era necessário tempo para elevar o nível da produção de artigos, então foi necessário profissionalizar o site.

Desde então estamos focados na publicação de artigos de filosofia e sociologia, colunas de literatura e opinião, além de mantermos a nosso centro de curadoria e a recém-inaugurada loja virtual.

Em agosto de 2016, após alguns anos de muitas experiências, o Colunas Tortas se transformou em uma revista eletrônica de filosofia.

Quem faz parte?

Pessoas vêm e vão, fazem parte e seguem seu caminho. Abaixo, os dois membros ativos do Colunas Tortas.

Nome: Vinicius Siqueira
About: Silêncio.
Formação: Pós-graduado em Sociopsicologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Influenciado por: Michel Foucault.
Facebook: Vinicius Siqueira
E-mail: [email protected]

sssNome: Lucas Silva
About: Bem dissonante, não ta ouvindo o chiado já?
Formação: História (licenciatura e bacharelado) pela fundação Santo André.
Influenciado por: Bakunin e Edward Said.
Facebook: Lucas Silva
E-mail: [email protected]

* * *

Revisoras

Nome: Nayla de Sá Martins
About: Advogada trabalhista, feminista e entusiasta da criminologia crítica.
Formação: Direito no Centro Universitário de Anápolis
Influenciada por: Simone de Beauvoir e Michel Foucault
Facebook: Nayla de Sá Martins
E-mail: [email protected]

Nome: Ester Barroso
About: Idealizadora da Moça, você é mais poesia que mulher e Elas na Literatura e poetisa na Poesia que te pariu.
Formação: Estudante de Letras Português pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Influenciada por: Beauvoir, Adichie, Queiroz, Telles, Campilho, Botso e Jobim.
Facebook: Ester Barroso
E-mail: [email protected]

Colunistas

Nome: Valter Magnaroli
Função: colunista
Formação: Ensino médio completo.
Facebook: –
E-mail: [email protected]

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66 Comments

          1. Você tá brincando comigo, Leandro? Se a educação é tomada pela esquerda, me diga porque a população não apoia uma revolução comunista, uma rebelião anarquista, qualquer coisa assim?

            Pelo contrário, qualquer estudo mostra que a população brasileira tem valores conservadores em geral (vide o congresso nacional agora, que mostra a satisfação de tais valores via projetos regressos). E que essa consciência conservadora convive com uma consciência do pobre que sabe de sua situação e entende que o rico é rico porque ele é pobre.

            Sobre o MEC, aqui eu preciso apelar para o fundamental: um aparelho de estado capitalista não vai deixar qualquer programa comunista ou anarquista tomar seu aparelho ideológico. Isso é simples. Você pode chamar o MEC como está agora de “esquerda”, mas, na prática, isso não faz sentido, porque nem mesmo tem gente de esquerda ou tem possibilidade de ser um órgão revolucionário – o MEC se mostrou como um órgão de reforma, quando conseguiu ter uma equipe boa de profissionais.

            Grande abraço e obrigado pelo comentário!

          2. O pensamento de Freire nunca foi aplicado na Educação brasileira de modo efetivo porque isso implicaria mudança no sistema, ou seja, no modus operandi, como já foi dito. O aluno não aprende nada sobre agricultura familiar, por exemplo. Pergunto: não é conteúdo básico da escola? Ah, é, amigão?! Quem define o conteúdo da escola? Uma instituição de direita, ou, no mínimo, de centro-direita. Os alunos aprendem conteúdos básicos na escola não para serem cidadãos, mas para serem operários. Vão dizer que é teoria da conspiração, mas o fato é que a Educação no Brasil está condicionada por uma lógica mercadológica em que quantidade é melhor que qualidade. Até mesmo o governo do PT teve que entrar nessa lógica. Quanto mais gente com diploma básico, mais gente para trabalhar. Sim, meu caro, por mais que digam que as escolas e universidades são de esquerda, o fato é que estão longe de o serem. Enquanto escrevo este comentário, estou deixando de aumentar os números no meu Lattes, que aumentam os números no meu PPGL, que aumentam os números na minha UF e que geram o tão esperando financiamento governamental. Eu poderia estar desenvolvendo um projeto de extensão que ajudasse a população que está fora da universidade, mas a extensão não gera números tão gordos assim como a pesquisa, não gera patentes – ao contrário, a extensão poderia vir a ser libertadora, como Freire gostaria. Sim, em boatos (não chega a ser nem em teoria), a escola e a universidade são de esquerda, na prática (no modus operandi) elas são de direita ainda.

        1. Pô Vinicius te admiro bastante, mas dizer que o modos operandi é de direita, não concordo em absoluto, ele é totalmente esquerdista, principalmente nas universidades, onde temos claramente o incentivo do pensamento comunista, mesmo que os alunos se deem conta. Tambem a nível médio estimula-se em demasia o comportamento antes de tudo como forma de ação das pessoas, entre outros projetos em andamento. Não vai ai nenhuma critica, apenas uma constatação.

          1. Sabe o porque não se estimula a revolução? porque a intenção é a tomada das instituições, e o poder, a economia não! o movimento precisa dela para sustentar todo o estrutura. A revolução é o modo clássico do comunismo, mas provou-se ineficiente, então muda-se a trajetória, não parece obvio?
            As ações estão centradas no pensamento de Antonio Gramish e sua hegemonia, Marx é somente um mito.

      1. Lembre-se de Gideão. Quem tem medo de ser livre, orgulha-se em ser escravo. Gideão conclama o povo para ir à guerra e junta um exército de 32 mil homens. Ele pergunta quem está com medo e 22 mil levantam as mãos. Mando-os pra casa e restam 10 mil homens. Gideão manda os 10 mil homens beberem água num riacho e aqueles que se jogassem ao rio fossem separados à esquerda e os que levassem a água à boca com as mãos à direita. 9.700 se jogaram como animais e apenas 300 beberam água da maneira correta. Foi pra guerra com os 300 e venceu. Perder tempo em discutir com quem confunde esquerda, debates de ideias, programas sociais com comunismo é pura perda de tempo. Tu é bom demais Vínicius pra pagar pau pra esses otários.

  1. Adoro o trabalho de vcs,mas seria possivel que colocaram depois de cada resenha alguma leitura para aqueles que quiserem aprofundar em alguns autores, tomando conta que seu objetivo è nao sò manter a discussao na academia. Abraco

  2. Acompanho o Colunas Tortas durante um tempo. Gosto dos textos publicado por vocês e acredito que em cada texto há também um pouco de cada autor.

    É uma espécie de falar sobre si mesmo através do outro. Até porque só existimos através de múltiplos olhares.

    Espero poder contribuir com esse blog de alguma forma.

    Abraços cósmicos.

  3. Amei este blog. Vocês estão de parabéns! Vou divulgar quanto puder, mas fiquei surpresa que gente tão jovem se interessasse e divulgasse, discutisse filosofia moderna…não é comum. Mais uma vez, parabéns, pelo trabalho e pela escolha.

  4. Reverências a vocês! Trabalho genial, com excelência e acessibilidade. Ultrapassar os muros da academia, enorme desafio e ‘missão’, que também tomo como minha. Doutora em Ciências Sociais pela PUC SP também sou com guiada pelos mesmos pensadores que voce Vínicius Siqueira. Minha Tese de Doutorado dialoguei com Bauman e Foucault… (quem sabe eu envie um artigo para apreciação de voces. Gostaria de publicar com vocês um dia) e agora, ando aqui estudando psicanalise. E amando!
    Tenho indicado demais o site aos meus alunos e trabalhado com alguns textos de voces. Super obrigada pela colaboração rs com minhas aulas e projetos. E, no mais, adoro o jeito de ser do site. Excelência, leveza e bom humor! Parabéns. Sucesso.

    1. Olá, Flávia!

      Com quais textos daqui você trabalha em sala de aula???

      Grande abraço e obrigado pelo comentário! Estamos de portas abertas!

    1. De que você está falando, Barbara? Nós somos de esquerda e essa é nossa linha editorial, se você acha que democracia é jogar fora a própria linha editorial, imagino que você já enviou muitos e-mails para o Jornal Nacional abrir quadros com viés de esquerda, né? Analisar greve de metroviários sob um olhar trabalhador e etc, não?

  5. Olá equipe da Colunas Tortas, achei muito sábio falar sobre autores contemporâneos. Realmente uma ótima iniciativa para o conhecimento social, pois é pouco abordado autores recentes. Parabéns, grande abraço.

  6. Sou graduado em ciências Sociais. Li muitas partes de textos na faculdade. Não entendi nada. Pouco sei sobre o que é Sociolologia. Sou preguiçoso para ler e não sei poque gosto tanto deste assunto. Vou morrer sabendo pouco sobre a sociedade, Mas tentando até lá. Esta página é muito boa.

  7. Oi, boa tarde. Gostei muito dos textos no blog. Realmente, um conteúdo ímpar na internet. Gostaria de saber se é possível também colaborar e quem sabe mandar algum texto no sentido de contribuir com o blog para vocês avaliarem, e, quem sabe, postarem. Agradeço, Felipe.
    🙂

  8. Por que a esquerda se calou no Brasil? Neoliberal não existe. Quem inventou essa defesa fraudulenta? A própria direita comprando pretensos liberais de esquerda? Onde você pensa que tanto dinheiro roubado pela esquerda foi enrolado… em algum tipo de fundos que a esquerda mundial pode ter? E por que a direita judiciária não corre atrás da direita que roubou muito mais, sacra-se o FHC e Cia, o canalha do Aécio Néscio e sua corja, cujo playboy cocainado, por que não é preso, por que um amigo não prende o outro, Sérgio Mouro e o outro suposto canalha do Gilmar Mendes? Por que a esquerda do Brasil não se envolve com o liberal socialismo, ou são nomes diferentes para um mesmo jargão? Faço esse curso como filósofo animista? Obrigado. Nelson Teixeira

  9. Coloca outros também como: Fiódor Dostoiévski, Niklas Luhmann, Ronald Dworkin, Mario Sergio Cortella, René Descartes, Jean-Jacques Rousseau, Hans Kelsen, Miguel Reale, Immanuel Kant, Aristóteles, John Locke, Ludwig Wittgenstein, Sigmund Freud, Thomas Hobbes, Baruch Espinoza, Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Vejo que o importante é ter uma coleção de autores para que possamos ter conhecimento sobre o que eles queiram passar, a partir daí as pessoas podem acreditar no que quiser; e essa rede social será muito mais completa com OUTROS MAIS AUTORES ALÉM DESSES ACIMA.

  10. Ótimo blog! Na conjuntura da qual nos encontramos, a produção de conhecimento em autores e obras dentro de um viés amplo e democrático na perspectiva progressista de esquerda se faz cada vez mais necessária. Parabéns aos envolvidos!

  11. Olá! Sou aluno do último ano de filosofia. Estou realizando meu TCC sobre a problemática da individualização e suas implicações éticas, no pensamento do Bauman. Diante da escrita difícil do autor e da escassez de comentadores, fico contente em descobrir este site. Espero que ele me ajude e, assim, referenciá-lo em meu trabalho. Obrigado!

  12. Adorei o blog gosto muito desse tipo de conteúdo. E no momento estou precisando desse tipo de conteúdo para fortalecer minhas convicções.

  13. O clichê necessário: PARABÉNS!!!
    Proposta ousada, importantíssima para pensarmos, para nos encantarmos e sairmos de um discurso apenas de constatação. Como diz Lévi-Strauss: dá o que pensar!
    Bonita demais a preocupação e o cuidado com a circulação dos saberes!
    Agradeço e aplaudo todxs!

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