O uso da ideologia em Michel Foucault – Maria do Rosário Gregolin

A ideologia, enquanto falseamento da realidade ou elemento diretamente ligado a um sujeito, é substituída por um entendimento anterior à consciência, em que o sujeito é fabricado, tem seu corpo marcado, por configurações de poder e tipos de saber. No nível do corpo, o poder cria condutas, no nível do sujeito, o saber entrega os enunciados possíveis para a enunciação.

A felicidade consumidora – Zygmunt Bauman

É a própria vida voltada ao consumo que suscita os medos que a modernidade líquida condena e insere como responsabilidade dos próprios indivíduos dar conta das manifestações concretas de infelicidade que eles geram. A felicidade líquida é como uma promessa sem satisfação, é o fator ideológico de escamoteamento da infelicidade real cotidiana.

Tempo na sociedade líquida – Zygmunt Bauman

A sociedade do consumo prevê um uso ilimitado da velocidade com fim em diminuir os espaços e aumentar a possibilidade de acúmulo de experiências. A hesitação é desaconselhada em uma sociedade de tempos líquidos, em que a forma social do tempo pode ser representada pela alegoria ao pontilhismo. O tempo pontilhista exige a plena satisfação imediata dos objetivos de consumo e, ao mesmo tempo, exige a insatisfação por não ser possível satisfazer tal necessidade plenamente.

Cultura do consumo – Zygmunt Bauman

A cultura do consumo não só faz dos objetos uma necessidade para consumo, mas também transoforma os próprios individuos como objetos de consumo. Ao se compôr através do consumo de itens disponíveis no mercado, enquanto sujeito conhecido e reconhecido por meio dos adereços que o compõe, o sujeito do consumo se comoditiza e se transforma em mais um item de consumo.

Um Cão Andaluz: filme surrealista de Luiz Buñuel e Salvador Dalí

Um Cão Andaluz é o filme surrealista de Luis Buñuel e Salvador Dalí lançado em 1929 e apresentado para um grupo seleto de surrealistas, como André Breton, o autor do Manifesto Surrealista – reza a lenda que ambos os autores levaram pedras para se defender dos ataques da plateia, entretanto, todos gostaram e o filme se tornou uma “leitura obrigatória” para quem deseja entrar no mundo do cinema surreal.

Estratégia – Pierre Bourdieu

A estratégia “é produto do senso prático como sentido do jogo, de um jogo social particular, historicamente definido, que se adquire desde a infância, participando das atividades sociais” (BOURDIEU, 2004, p. 81). Sendo que senso prático é entendido como aquilo que, ao marcar o corpo, faz do corpo um suporte criativo de ações mais ou menos adequadas ao campo específico em que está inserido.