Nesse documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tender, com participações e entrevistas de Milton Santos, a globalização é analisada pelo ponto de vista dos povos em países menos desenvolvidos, os quais foram severamente afetados pelas políticas neoliberais.
Em várias partes, são mostrados exemplos de como o capitalismo tem como um fim somente o lucro, mesmo que seja ao custo das vidas da população mais pobre. Barreiras são levantadas, às vezes separando um mesmo povo, ou então para tirar acesso das pessoas a coisas que elas necessitam para viver, como recursos naturais.
O vídeo mostra vários exemplos ao redor do mundo para elucidar a globalização, demonstrando claramente o desemprego e a falta de perspectiva, além de uma visão um tanto quanto surreal de pessoas que não tem acesso sequer a algo tão importante para a vida quanto a água, a qual tem sido tratada em alguns casos como um bem econômico, não um direito.

Em um exemplo, ternos que são vendidos por um preço bem caro, não custaram mais do que algumas dezenas de centavos em encargos trabalhistas; isso acontece devido a essa ideia da busca do lucro do capitalismo global que procura países com leis trabalhistas “flexíveis” para reduzir custos à custa dos trabalhadores, colocando-os em situação análoga a da escravidão.
Também é demonstrado que temos sim capacidade para alimentar toda a população, mas, como é argumentado por Milton Santos, os problemas são a distribuição destes alimentos, as barreiras impostas, e a desigualdade social.
O documentário busca demonstrar os efeitos dessa globalização, mas também cita pontos positivos em que revoltas populares ajudaram a trazer de volta ao povo o controle e o poder de ditar os rumos de suas vidas.
Finalmente, fica a mensagem de que nós precisamos construir uma verdadeira democracia, em que o povo tenha o poder, não multinacionais e bancos mundiais, para que não sejamos vítimas do totalitarismo do capital, ou como diz Milton Santos, Globaritarismo.
Já sou velho, mas olho para o mundo a partir de seu ineditismo, nunca sob o ranço interminável dos anciãos.
Em tese funcionaria se de fato estivessimos conectados como um todo,unidade… Mas infelizmente há corações e mentes perturbados, aos quais se encontram na maioria das vezes perdidos querendo acabar com opróximo para que os seus desejos sejam cumpridos. Pois a hitória nos mostra que é possível mudar, trazer novas culturas, ajudar os que necessitam( morrendo por não ter um alimento…) e na maioria dos casos pessoas que nem sabe que existe um mundo cruel lá fora…Buscando mais riquezas, crescendo mais e mais… sem nenhum escrupulo, para conseguir o que o seu coração desejar. É verdade que podemos ser melhore a cada dia… M “mas porquê não fazer omelhor todos osdias..?”
Acredito que a globalização não é uma questão que pode ser solucionada somente através da esfera moral.
Obrigado pelo comentário!