O Processo Civilizador – Norbert Elias: Uma Resenha

O Processo Civilizador de Norbert Elias é um livro grande e recheado de exemplos e análises e mais exemplos e mais análises. Eu não acredito que conseguiria fazer uma resenha muito linear ou, até mesmo, seguir os passos do próprio autor e começar a citar seus milhares de exemplos com páginas de livros sobre boas maneiras que Elias utiliza pra provar sua argumentação, mas tentarei dar um pitaco básico.

A genealogia da democracia ocidental, por Achille Mbembe – DROPS #68

Da série “Necropolítica“. MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. São Paulo, SP: N-1 edições, 2020, p. 43-50. A crítica à violência das democracias, por sua vez, não é nova. Ela se oferece diretamente à leitura nos contradiscursos e práticas de luta que acompanharam sua emergência e, subsequentemente, seu triunfo no século XIX. Foi esse o caso,…

Literatura periférica e a resistência contra o modelo hegemônico

O espaço urbano é lugar de contradição; é fonte de criação e decadência. Como espaço de expressão de uma civilização (no caso, capitalista), não pode ser compreendido como unidade, uma vez que a divisão de classes é característica intrínseca de tal sistema socioeconômico e pressupõe a existência de discursos antagônicos.

A servidão maquínica e a escola neoliberal – Pedro Pagni

A servidão maquínica atua nas sociedades neoliberais como forma de produzir sujeitos que, em vez de refletir, agem por reflexo. São partes de sistemas de máquinas em que a oposição entre sujeito e objeto é substituída pela extensão dos sujeitos vistos como parte de um mecanismo global. Por sua vez, a escola é um dispositivo central na maquinização dos sujeitos.

[NEWSLETTER] Curso sobre análise do discurso para Foucault neste sábado!

Olá, cara leitora e caro leitor! Tudo bom? Aqui é o Vinicius Siqueira, responsável pelo Colunas Tortas, e gostaria de lhe convidar para nosso curso Como Entender a Análise do Discurso para Michel Foucault que irá acontecer neste sábado. Será um curso de duas horas de duração, começará às 15 horas e terá como objetivo…

O povo – Giorgio Agamben

Giorgio Agamben aprofunda a análise foucaultiana acerca do povo, a inserindo num contexto de crítica ao estado de exceção e à própria possibilidade de gerá-lo através da prática da soberania. O povo, na análise do filósofo italiano, ocupa um espaço específico na constituição da esfera política ocidental: é um subconjunto que não pode ser incluído no conjunto em que já pertence e, ao mesmo tempo, não pode pertencer ao conjunto em que está indissociavelmente incluído.