Sociedade disciplinar – Michel Foucault

A sociedade disciplinar é uma elaboração de Michel Foucault para explicar a configuração da sociedade europeia no período de ascensão do capitalismo e gradativa queda do poder monárquico. Esta sociedade é palco do exercício de um tipo de poder específico, que, de forma capilar, marca os corpos através de extrema vigilância, aplicação de normas e aplicação de exames constantes. Por fim, a tecnologia panóptica entra como elemento fundamental para o ápice da sociedade disciplinar.

As palavras e as coisas, por Michel Foucault

Índice Introdução; As palavras e as coisas; Comentários; Resumo; Referências. Introdução As palavras e as coisas é um livro de Michel Foucault publicado originalmente em 1966 pela editora Gallimard. Faz parte da dita fase arqueológica do autor, em que desenvolve análises no nível do discurso para diferentes objetos. Neste livro, o homem e as ciências…

Análise do discurso – Michel Foucault

A noção Foucaultiana do discurso afirma que “o discurso é uma representação culturalmente construída pela realidade, não uma cópia exata.” (…) No entanto há uma grande gama de críticas sobre essa teoria social – o quanto se nega a realidade material, se ela não permite agência, se algo precede o discurso, etc.

Microfísica do Poder, por Michel Foucault: resumo

Microfísica do Poder – Michel Foucault A Microfísica do Poder não é uma obra de Michel Foucault, mas sim uma coletânea de textos do autor organizada por Roberto Machado, filósofo brasileiro. Tal coletânea aborda as diferentes formas de poder no início da obra de Foucault, tomando como mote a medicina, a psiquiatria e as prisões:…

O panóptico e o panoptismo – Michel Foucault

O panóptico nasce como uma arquitetura de maximização da eficiência do poder, na medida em que rege a economia de energia, de recursos humanos, além de aumentar as possibilidades acúmulo de saber sobre os indivíduos vigiados. O panóptico individualiza, faz com que uma massa amorfa se transforme em um grupo ordenado, separado e constantemente inspecionado. A total vigilância, sempre eficiente e constante, é um requisito básico à total disciplina, ao total assujeitamento e à construção de condutas.

Os corpos dóceis – Michel Foucault

O corpo dócil é formado, na filosofia de Michel Foucault, através de técnicas de disciplina estabelecidas pela arte das distribuições espaciais, controle da atividade regular, organização das gêneses cronológicas e composição das forças em combinação. Para isso, a disciplina cria técnicas e encobre o corpo social através de variadas instituições, como o exército e a escola.

A servidão maquínica e a escola neoliberal – Pedro Pagni

A servidão maquínica atua nas sociedades neoliberais como forma de produzir sujeitos que, em vez de refletir, agem por reflexo. São partes de sistemas de máquinas em que a oposição entre sujeito e objeto é substituída pela extensão dos sujeitos vistos como parte de um mecanismo global. Por sua vez, a escola é um dispositivo central na maquinização dos sujeitos.

O povo – Giorgio Agamben

Giorgio Agamben aprofunda a análise foucaultiana acerca do povo, a inserindo num contexto de crítica ao estado de exceção e à própria possibilidade de gerá-lo através da prática da soberania. O povo, na análise do filósofo italiano, ocupa um espaço específico na constituição da esfera política ocidental: é um subconjunto que não pode ser incluído no conjunto em que já pertence e, ao mesmo tempo, não pode pertencer ao conjunto em que está indissociavelmente incluído.