Amor ao próximo, por Zygmunt Bauman – DROPS #59

BAUMAN, Zygmunt. Sobre a dificuldade de amar o próximo IN Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. Amar o próximo pode exigir um salto de fé. O resultado, porém, é o ato fundador da humanidade. Também é a passagem decisiva do instinto de sobrevivência para a moralidade.…

Vidas indignas – Giorgio Agamben

A emergência das elaborações jurídicas acerca da eutanásia e de sua extensão aos sujeitos que não decidir por este ato sozinhos marca a delimitação de um homo sacer específico no seio da sociedade nazista. Entretanto, não somente a sociedade nazista fabrica seus homens sacros, pois este é um mecanismo presente em toda sociedade.

O dispositivo – Giorgio Agamben

AGAMBEN, Giorgio. O que é um dispositivo. Revista Outra Travessia n. 5, Ilha de Santa Catarina – 2° semestre de 2oo5. Generalizando posteriormente a já amplíssima classe dos dispositivos foucaultianos, chamarei literalmente de dispositivo qualquer coisa que tenha de algum modo a capacidade de capturar, orientar, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as…

Amor Líquido – Zygmunt Bauman: Uma Resenha

Bauman, em Amor Líquido, afirma que até mesmo a afinidade está se tornando algo pouco comum em uma sociedade de extrema descartabilidade. Não há razão para caminhar à afinidade, sendo que não há o menor objetivo em firmar um laço que seja parecido com o parentesco. Não há objetivo de fixidez. As relações se desenvolvem com aquilo que já se tem, não com aquilo que ambos estão a fim de ter. Não se arrisca, por exemplo, a amar sinceramente (se entregar).

A linguagem – Ferdinand de Saussure

A linguagem é o conjunto dos hábitos linguísticos somados à sua prática individual por meio do aparelho vocal e, de maneira escamoteada, da presença de uma forma-sujeito de indivíduo livre. Ela é definida como a união entre a língua, sistema normativo e coletivo, e a fala, elemento individual. Sendo que a segunda é subordinada à primeira justamente por ser dependente dos indivíduos considerados sob a forma do sujeito abstratamente livre.

Como a loucura é vista hoje?

Incialmente, é necessário dizer: a loucura não existe. Mas como a loucura é vista hoje? Pode-se dizer isso do ponto de vista da ciência psiquiátrica, que não utiliza este termo para designar pessoas com transtornos ou doenças mentais, entretanto, este texto busca falar da loucura como prática social em vez de enclausurá-la em um diagnóstico.…