É notável como a criança é tratada como hóspede na medida em que é desumanizada. E, claro, animalizada. A criança, enquanto um bicho que ainda não é humano, na família tradicional irá se tornar humano através da disciplina.
mais que uma opinião
É notável como a criança é tratada como hóspede na medida em que é desumanizada. E, claro, animalizada. A criança, enquanto um bicho que ainda não é humano, na família tradicional irá se tornar humano através da disciplina.
Olá, tudo bom? Aqui é o Vinicius Siqueira do Colunas Tortas e hoje eu gostaria de falar sobre um tema muito comum nos bate-papos do nosso cotidiano e extremamente comum na família e no ambiente de trabalho. Quero falar sobre personalidade forte. Trata-se de um rótulo bem específico que costuma funcionar como estigma. A pessoa…
Diferentemente daquilo que é compreendido numa abordagem individualista ou interacional, o sentido racista da piada não é devedor somente dos sujeitos que a escutam. Pelo contrário, os sujeitos que escutam a piada racista são devedores do sentido que não só preenche o humor, mas que também os preenche enquanto espectadores e garantidores do efeito cômico.
Índice Introdução; Estado; Nação; Considerações finais; Referências. Introdução A distinção entre Estado e nação é essencial para se compreender como esta articulação de conceito funciona como uma base de integração e controle social. Trata-se da articulação entre uma forma jurídico-política de administração com uma forma histórico-social de coesão. Jurgen Habermas contribui para este debate a…
A obrigação do ato de cozinhar para nutrir a prole se opõe à preferência pela cozinha no ato profissional do fazer culinário. Desta forma, se “mulher na cozinha” reproduz a desigualdade de gênero num gesto de evocação de uma suposta natureza feminina no ato de cuidar, “homem na cozinha” evoca a habilidade ou o estranhamento de um sujeito não pertencente à cozinha doméstica que, quando toma sua posse, a transforma em outro espaço discursivo.
A resistência é uma elaboração do erro que e repete até tranformar o próprio sentido. Se o discurso é um efeito de sentido entre locutores (Pêcheux, 1997) e, ao mesmo tempo, o sujeito do discurso é interpelado por formações discursivas, é necessário lembrar que todo ritual está sujeito a falhas e, portanto, todo discurso está sob a tensão do erro que abre margens para uma nova semântica.
Cracudo é o sujeito do discurso ausente de história, compreendido enquanto usuário, indissociado do vício e situado ciclicamente no presente.
Enquanto espaço de insegurança pública, a cracolândia é o local da prática policial de controle, vigilância e punição. Ao mesmo tempo, é o local da ilegalidade controlada. Da ilegalidade com função econômica e política. Trata-se de uma heterotopia no interior de São Paulo que exerce funções diversas na cidade.
No crime de colarinho branco, a legislação parece ser torcida para não se encaixar na situação. Tudo se passa de maneira esquisita, como se os agentes (brancos) do crime fossem mais que sujeitos de direito, como se fossem sujeitos DO direito. Ao contrário dos suspeitos negros, que são entendidos como culpados em processo de descoberta de seu crime.
Destruir a aliança entre elites e classes em torno da supremacia branca é essencial para desmantelar o aspecto racista do sistema econômico. Tomando como base o entendimento de que este sistema é dependente do racismo, então a quebra desta aliança é um passo para a quebra do próprio sistema econômico como se apresenta.