Olá, tudo bom? Aqui é o Vinicius Siqueira do Colunas Tortas e hoje eu gostaria de falar sobre um tema muito comum nos bate-papos do nosso cotidiano e extremamente comum na família e no ambiente de trabalho. Quero falar sobre personalidade forte. Trata-se de um rótulo bem específico que costuma funcionar como estigma. A pessoa…
Humor racista, cultura racista – Adilson Moreira
Diferentemente daquilo que é compreendido numa abordagem individualista ou interacional, o sentido racista da piada não é devedor somente dos sujeitos que a escutam. Pelo contrário, os sujeitos que escutam a piada racista são devedores do sentido que não só preenche o humor, mas que também os preenche enquanto espectadores e garantidores do efeito cômico.
Estado e nação – Habermas
Índice Introdução; Estado; Nação; Considerações finais; Referências. Introdução A distinção entre Estado e nação é essencial para se compreender como esta articulação de conceito funciona como uma base de integração e controle social. Trata-se da articulação entre uma forma jurídico-política de administração com uma forma histórico-social de coesão. Jurgen Habermas contribui para este debate a…
Mulher na cozinha e homem na cozinha: os efeitos de sentido
A obrigação do ato de cozinhar para nutrir a prole se opõe à preferência pela cozinha no ato profissional do fazer culinário. Desta forma, se “mulher na cozinha” reproduz a desigualdade de gênero num gesto de evocação de uma suposta natureza feminina no ato de cuidar, “homem na cozinha” evoca a habilidade ou o estranhamento de um sujeito não pertencente à cozinha doméstica que, quando toma sua posse, a transforma em outro espaço discursivo.
Resistência – Michel Pêcheux
A resistência é uma elaboração do erro que e repete até tranformar o próprio sentido. Se o discurso é um efeito de sentido entre locutores (Pêcheux, 1997) e, ao mesmo tempo, o sujeito do discurso é interpelado por formações discursivas, é necessário lembrar que todo ritual está sujeito a falhas e, portanto, todo discurso está sob a tensão do erro que abre margens para uma nova semântica.
A figura do usuário – A cidade e a droga
Cracudo é o sujeito do discurso ausente de história, compreendido enquanto usuário, indissociado do vício e situado ciclicamente no presente.
A heterotopia da cracolândia – A cidade e a droga
Enquanto espaço de insegurança pública, a cracolândia é o local da prática policial de controle, vigilância e punição. Ao mesmo tempo, é o local da ilegalidade controlada. Da ilegalidade com função econômica e política. Trata-se de uma heterotopia no interior de São Paulo que exerce funções diversas na cidade.
O crime do negro e o crime do branco – Cida Bento
No crime de colarinho branco, a legislação parece ser torcida para não se encaixar na situação. Tudo se passa de maneira esquisita, como se os agentes (brancos) do crime fossem mais que sujeitos de direito, como se fossem sujeitos DO direito. Ao contrário dos suspeitos negros, que são entendidos como culpados em processo de descoberta de seu crime.
Capitalismo e racismo – Cida Bento
Destruir a aliança entre elites e classes em torno da supremacia branca é essencial para desmantelar o aspecto racista do sistema econômico. Tomando como base o entendimento de que este sistema é dependente do racismo, então a quebra desta aliança é um passo para a quebra do próprio sistema econômico como se apresenta.
Colonização e racismo – Cida Bento
A colonização e o racismo foram elementos que, em conjunto, estabeleceram uma divisão racial entre aqueles que devem trabalhar manualmente e aqueles que devem trabalhar intelectualmente. Com esta divisão, a própria ciência, que é uma prática inserida historicamente, tratou de fundamentar o racismo exigido pela prática colonial e capitalista.