Martírio e fim – Achille Mbembe

O mundo externo impede a realização de uma vida já entendida como mítica, enquanto o mundo interno permite a acumulação de forças para a produção de uma nova moral. Desta forma, o martírio e o suicídio acontecem como medidas de existência: a existência acontece no momento de morte, de aproximação sagrada de Deus (ou do absoluto).

Gênese e Estrutura da Antropologia de Kant – Michel Foucault

Gênese e Estrutura da Antropologia de Kant foi um trabalho de pesquisa elaborado por Michel Foucault durante o fim da década de 50. Neste trabalho, a filosofia de Immanuel Kant contida na obra Antropologia de um ponto de vista pragmático é observada através de um olhar crítico que compreende o sono antropológico depositado na filosofia…

O corpo em Michel Foucault – DROPS #25

Eleições, resultados e o corpo político. Youtube do Colunas Tortas, 2022. Disponível em <<https://youtu.be/3LgKJdnyugI>>. Acesso em 05 out 2022. O corpo em Michel Foucault Me parece que há uma relação direta da noção de corpo em Michel Foucault com política, uma relação refinada, uma relação que se difere da maneira como entendemos o corpo sendo…

O nascimento da clínica – Michel Foucault

O Nascimento da Clínica (Naissance de la clinique: une archéologie du regard médical) é um livro do filósofo francês Michel Foucault e foi originalmente publicado em 1963 e apresenta a emergência da clínica, do hospital-escola enquanto uma instituição médica, identifica e descreve no nível discursivo aquilo que o autor chama de percepção médica, além de…

Quais habilidades se espera de um analista do discurso, por Eni Orlandi – DROPS #24

ORLANDI, Eni. Entrevista: Eni Orlandi. Canal do YouTube da Associação Brasileira de Linguística – Abralin, 2019. Acesso em 25 jul 2022. Disponível em <<https://www.youtube.com/watch?v=BdWBAZPEKoY>>. Agora, eu vou começar a falar sobre quais habilidades esperamos e deve se esperar de um investigador em análise do discurso. Primeiro de tudo, sem dúvida, a capacidade de ouvir, a habilidade…

Atualizando Pessoa

A proposta deste texto é atualizar, trazer para nosso cotidiano, nosso contemporâneo, a famosa poesia de Fernando Pessoa: Navegar é Preciso. Muitos conhecem a frase principal do poema: “Navegar é preciso; viver não é preciso”. Contudo, Pessoa evoca esta frase como gloriosa frase de antigos navegadores. Não é uma frase sua. Ele não reclama o direito desta frase: nós quem o fazemos, quando reduzimos seu poema a um verso. Se o autor julgasse que o verso bastaria, ele não teria se proposto a atualizá-lo como o faz nos versos seguintes: “Quero para mim o espírito [d]esta frase,/ transformada a forma para a casar como eu sou:/ Viver não é necessário; o que é necessário é criar”