As Jantas Filosóficas acontecem todas as segundas-feiras às 19:30hs no canal do Colunas Tortas.
mais que uma opinião
As Jantas Filosóficas acontecem todas as segundas-feiras às 19:30hs no canal do Colunas Tortas.
A proposta deste texto é atualizar, trazer para nosso cotidiano, nosso contemporâneo, a famosa poesia de Fernando Pessoa: Navegar é Preciso. Muitos conhecem a frase principal do poema: “Navegar é preciso; viver não é preciso”. Contudo, Pessoa evoca esta frase como gloriosa frase de antigos navegadores. Não é uma frase sua. Ele não reclama o direito desta frase: nós quem o fazemos, quando reduzimos seu poema a um verso. Se o autor julgasse que o verso bastaria, ele não teria se proposto a atualizá-lo como o faz nos versos seguintes: “Quero para mim o espírito [d]esta frase,/ transformada a forma para a casar como eu sou:/ Viver não é necessário; o que é necessário é criar”
POSSENTI, Sírio. O “Eu” no discurso do “Outro” ou a subjetividade mostrada. Alfa, São Paulo, 39: 45-55, 1995. Disponível em <<researchgate.net>>. Parece que se pode dizer que tais análises mostram claramente, em relação ao sujeito do discurso, que, de duas uma: ou ele não está sozinho, ou não executa seu papel uniformemente. Em qualquer dos…
Desta forma, entende-se o enunciador como uma instância que aparece na enunciação do locutor e que, justamente por sua característica de instância linguística/discursiva, possibilita a fala de posições diferentes, opostas das suas. O enunciador, assim, não é a pessoa, o falante, o sujeito falante, o enunciador é um momento de existência no processo de enunciação, um momento de separação da fonte do que se diz, que pode se confundir com o locutor ou não, podendo ser inclusive seu oposto.
MOUFFE, Chantal. Sobre o Político. 1. ed. Tradução de Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2015. [O princípio] mais importante refere-se à distinção que pretendo fazer entre a “política” e “o político”. Na verdade, na linguagem corrente não é muito comum se falar sobre “o político”; penso, porém, que essa distinção abre novos e importantes…
Entende-se a lei da exaustividade como o esforço em inserir todas as informações relevantes para o assunto em foco numa prática discursiva. Desta forma, a lei também traduz o esforço do destinatário que, em seu gesto de leitura, considerará que as informações exibidas são justamente aquelas que informam plenamente o necessário para a continuação da comunicação.
ORLANDI, Eni. Entrevista: Eni Orlandi. Canal do YouTube da Associação Brasileira de Linguística – Abralin, 2019. Acesso em 25 jul 2022. Disponível em <<https://youtu.be/ZLJJVGRjui0>>. Eu diria que a análise de discurso importa na medida em que a linguagem importa na vida humana, social, política e etc. Mais disciplinadamente, eu diria que ela importa na medida…
Entende-se que a lei da informatividade é constitutiva em relação ao discurso na medida em que atua dispondo enunciador e destinatário em seu engajamento na prática discursiva: na medida em que não se diz algo para dizer nada, não se produz o vazio ao outro.
A lógica de produção e consumo capitalista tende a gerar a dissolução dos laços sociais e esta dissolução geraria ausência de empatia e altruísmo. Esta é provocação de nosso seguidor Bruno Brito, feita na Janta Filosófica A cidade, a mudança, a mistura e a festança.
Entende-se que a lei da sinceridade é constitutiva à prática discursiva: a necessidade da sinceridade não é somente normativa, mas se atualiza na realização dos atos de fala numa troca verbal. Seu caráter constitutivo pode ser visto nas maneiras de como, mesmo quando socialmente inadequada, a sinceridade ainda se faz como elemento central na prática discursiva.