Este artigo analisa a trend “caso ela diga não” no TikTok, onde criadores encenam agressões contra parceiras após rejeição. Longe de ser apenas “humor do absurdo”, a prática revela uma catarse voltada à reafirmação da masculinidade hegemônica em crise. Apoiando-se em Butler, Althusser e Bauman, discute-se como esses vídeos funcionam como atualizadores de uma performatividade violenta. O humor, aqui, atua como gênero estruturante que mantém a cumplicidade social. Conclui-se que o conteúdo cristaliza a necessidade de obliterar o outro para a manutenção de uma honra masculina arcaica.