Nietzsche: compaixão como corrupção – O Anticristo

Da série “O Anticristo“. Tidas como “virtudes” no cristianismo, a fé, a fraqueza, a compaixão – argumenta Nietzsche – não são mais do que mecanismos pelos quais operam a religião cristã para espalhar a doença e amarrar o homem à religião; aqui, trataremos da compaixão. A compaixão se dá quando, ao visualizar a dor alheia, vemos…

Livro da Semana: A Ideologia Alemã – Karl Marx

Até agora, os homens formaram sempre ideias falsas sobre si mesmos, sobre aquilo que são ou deveriam ser. Organizaram as suas relações mútuas em função das representações de Deus, do homem normal, etc., que aceitavam. Estes produtos do seu cérebro acabaram por os dominar; apesar de criadores, inclinaram-se perante as suas próprias criações. Libertemo-los portanto…

Emancipação – Modernidade Líquida

Da série “Modernidade Líquida“. A emancipação é um dever: ela se torna necessária, se “libertar da sociedade” – o que significa se afastar de qualquer totalitarismo, na crítica de Herbert Marcuse. O problema, observa o teórico da Escola de Frankfurt, é que não há uma base de massas para levar esta tarefa até seu fim,…

Colunas Tortas lança primeiro título de literatura: Jogo Privado de Espelhos

Em Tempos Liquidos, quando introduz a discussão a respeito das mudanças seminais no planeta nos tempos atuais, Zygmunt Bauman cita a separação cada vez maior entre o poder e a política. Dado o como as ações da esfera do Estado se isolam em pontos específicos, acaba por ocorrer: Entre ambos, os dois resultados inter-relacionados desse divórcio…

Um conceito em gestação: ideologia – Karl Marx

Antes de trazer a contribuição teórica de Karl Marx para o estudo do conhecimento humano, é preciso fazer um rápido apanhado histórico[1] sobre como tais ideias vieram à baila ao longo dos primeiros anos de 1840 e entender o nascimento do conceito de ideologia em Karl Marx. A intenção aqui é trazer alguns elementos que…

Relações líquidas: a leveza de ser (prefácio) – Modernidade Líquida

“Se o “espírito” era “moderno”, ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da “mão morta” de sua própria história – e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo)”.

USP sedia colóquio sobre Hannah Arendt com emissão de certificado

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) irá sediar, nos dias 9 e 10 de novembro, o colóquio “Hannah Arendt: A questão das migrações e os Direitos Humanos”. A iniciativa é coordenada pelo Centro de Estudos Hannah Arendt e reunirá professores de diversas outras faculdades, como da PUC-RJ, da…

Nando Moura é uma piada

Começo meu texto me desculpando pela personalidade abordada, mas é necessário. Ela representa um tipo específico que cresce através das redes sociais. Uma estratégia alternativa à cibermilitância dementadora, mas que faz parte do mesmo discurso. Você conhece alguém que gosta de metal e é reacionário? Eu tenho um rapaz pra te apresentar: Nando Moura. Este…