O poder das oligarquias financeiras – Imperialismo

O presente artigo traça o desenvolvimento do capitalismo financeiro ano a ano no fim do século XIX e início do século XX. Com a dominação dos monopólios, os países com capitalismo em estágio avançado começaram a exportar capital para Estados menos desenvolvidos e colônias, formando uma rede de dependência ao redor do globo.

A ascensão dos bancos – Imperialismo

O monopólio industrial levou a um aumento de circulação de capital-dinheiro concentrado em poucas instituições, o que concentrou também o poder dos bancos sobre o monopólio industrial, gerando um novo tipo de monopólio, como consequência da fusão entre o capital industrial e o capital bancário. Assim nasce o capitalismo financeiro, com concentração de inteligência e capital nos bancos para o uso industrial.

O capitalismo monopolista – Imperialismo

O presente artigo explica o nascimento do capitalismo monopolista segundo Lenin. No fim do século XIX e início do século XX, enquanto as grandes empresas conseguiram concentrar capital, tecnologias e força de trabalho, as pequenas empresas foram, paulatinamente, sendo compradas, incorporadas ou faliram. Eleva-se a socialização da produção ao máximo, mas a apropriação dos produtos ainda é privada.

Uso racional da ideologia irracional no fascismo – Michael Parenti

A aparente irracionalidade da ideologia fascista encobre um uso racional e instrumental de seus desígnios, diz Michael Parenti. O culto à personalidade, a hostilidade à paz e a ênfase a valores monísticos são bases para a análise do uso racional e estratégico de visões irracionais de mundo. Junto a isso, seus desdobramentos envolvem o uso do patriarcado como base da sociedade fascista, que fornece papeis fixos aos homens e mulheres na condução da família e na obrigação de mantê-la viva, sob o interesse da reprodução da sociedade fascista.

Fascismo: o conceito de fascismo

O presente artigo visa identificar um conceito geral de fascismo partindo das análises do filósofo Leandro Konder e do historiador Robert Paxton. O primeiro analisa o movimento político como uma espécie da direita, enquanto o segundo afirma que o fascismo é um tipo diferente no espectro político tradicional. Entretanto, ambos assinalam a dependência do fascismo com o financiamento do capital financeiro. O fascismo, por fim, é classificado como uma força social com característica social-conservadora disfarçada numa roupagem de movimento modernizador, guiado por uma ideologia de pragmatismo radical e suportado por um mito nacionalista.

Os usos do fascismo como discurso civilizatório

O fascismo é um conceito utilizado pela esquerda e pela direita. No presente artigo, a Revista Fórum e O Antagonista são analisados em seus usos do termo fascismo. É possível formar uma hipótese através da apropriação do conceito feito pelos colunistas e jornalistas da Revista Fórum e pelo texto escolhido d’O Antagonista de que o fascismo está presente num discurso maior de cunho civilizacional, que corta o saber político, mas acumula enunciados da esfera moral e da filosofia.

O signo linguístico – Saussure e a AD

O signo linguístico é a união de uma imagem acústica e um conceito, de um significante e um significado. Esta união, por sua vez, não é determinada e nem fixa, mas sim arbitrária. Saussure elenca dois princípios para sua linguística: 1) a arbitrariedade do signo e 2) o caráter linear do significante.

Relações sintagmáticas e relações associativas – Saussure e a AD

As relações sintagmáticas e associativas são analisadas no artigo presente. Enquanto as primeiras atuam na mesma linha de extensão, as segundas acontecem de maneira perpendicular, com a associação de termos que não precisam fazer sentido no sintagma analisado. A consequência disso é a possibilidade de se definir dois tipos de arbitrários na língua: o arbitrário absoluto e o relativo.

Há inconsciente em Saussure? – Michel Arrivé

O artigo presente discute os usos do conceito de inconsciente propostos por Saussure em seu Curso de Linguística Geral e em seus manuscritos. Percebe-se o uso da noção de inconsciente que seria análoga ao inconsciente descritivo de Freud e, num só trecho, do inconsciente tópico. Por fim, o uso de Saussure feito por Lacan em sua teoria do inconsciente revela uma transformação drástica do uso recorrente e do uso tópico feito pelo genebrino.

Língua enquanto instituição social – Saussure e a AD

O artigo abaixo visa explicar a teoria de Saussure sobre a língua enquanto instituição social e mostrar as críticas de Michel Pêcheux sobre a interpretação do linguista suíço. Para Pêcheux, a língua enquanto instituição não é capaz de cobrir os elementos extralinguísticos presentes na fala, sendo assim, uma análise do discurso deve observar as condições de produção.