A interpelação em Louis Althusser – DROPS #16

ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado. 3 ed. Lisboa: Editorial Presença/Martins Fontes, 1980, p. 97-101. Mas o reconhecimento de que somos sujeitos e que funcionamos nos rituais práticos da vida quotidiana. mais elementar (aperto de mão, o facto de você ter um nome, o facto de saber, mesmo se o ignoro, que você «tem»…

O contexto – Dominique Maingueneau

Conclui-se que a elaboração da noção de contexto na análise do discurso de Maingueneau promove um foco na situação, entretanto, a retirando de considerações somente psicológicas: a própria situação atualiza a possibilidade de interpretação dentro do gênero especificado, a partir dos indicadores dêiticos presentes e etc, além de dar sentido ao dito que, por sua vez, quando dito, também atualiza o conjunto de elementos a que chamamos contexto.

A libertação dos loucos de suas correntes, por Vladimir Safatle – DROPS #15

SAFATLE, Vladimir. Colóquio Interlocuções Foucaultianas. Universidade Federal do Cariri (UFCA), 2019. Nós vemos claramente a explanação crítica de Michel Foucault sobre a história do nascimento da psiquiatria moderna, pois agora se trata de um modelo de intervenção que vai privilegiar a intervenção da coerção moral. Nasce o psicológico.

A dêixis discursiva – Dominique Maingueneau

Entende-se que a dêixis discursiva é marcada por quatro formas de aparecimento: 1) o locutor, 2) o destinatário discursivo, 3) uma cronologia e 4) uma topografia, que são contrapartida do eu, tu, agora e aqui da dêixis linguística. A identificação da dêixis discursiva é uma maneira de se aproximar da cenografia de uma formação discursiva. Toda dêixis discursiva se refere a uma dêixis fundadora que lhe dá validade.

A insurreição de saberes em Michel Foucault – DROPS #14

FOUCAULT, Michel. Genealogia e poder IN Microfísica do Poder. Roberto Machado (Org). Por saber dominado, entendo duas coisas: por um lado, os conteúdos históricos que foram sepultados, mascarados em coerências funcionais ou em sistematizações formais. Concretamente: não foi uma semiologia da vida asilar, nem uma sociologia da delinqüência, mas simplesmente o aparecimento de conteúdos históricos…

Os gêneros discursivos – Dominique Maingueneau

Os gêneros do discurso exigem aceitação de suas regras àqueles que participam, entretanto, tal aceitação não acontece num nível instrumental, não precisa ser objeto de um acordo explícito. Este acordo é firmado entre sujeitos que “interpretam” papéis, ou seja, suas práticas verbais não são aleatórias e nem dependentes de todas as determinações possíveis: os papéis são particulares. Por fim, na união entre contrato e papel, o jogo aparece, sendo que, no jogo, as regras estão em prática e aqueles que não a aceitarem, “saem do jogo”.