Importância da greve em Lenin e Trotsky

O presente artigo apresenta as visões de Lenin e Trostky sobre a greve, através de duas funções: 1) ferramenta na luta de classes: a greve pode ser utilizada estrategicamente na luta por melhores salários e 2) elemento de coesão de classe: a greve é geradora de consciência de classe, na medida em que coloca o operário num grupo coeso.

A origem da prática fascista contra organizações de trabalhadores – Fascismo

O início das articulações entre o patronato e milícias armadas antissindicais pode ser visto em Allan Pinkerton, escocês e ex-policial que em 1850 fundou a Pinkerton National Detective Agency, agência com detetives especializados em trabalhos dentro de empresas. Estes trabalhos se sofisticaram até empresas deste setor de transformarem em serviços de inteligência contra grevistas, num momento em que a burguesia não detinha controle das ideias que movimentavam os trabalhadores.

Japão, elo surpresa da cadeia imperialista – Fascismo

O presente artigo retrata o nascimento do fascismo no Japão através das investidas ocorridas principalmente na década de 30, culminando no estabelecimento do sistema de partido único em 1940. Antes disso, os grupos fascistas promoveram golpes de Estado fracassados, assassinatos de figuras públicas e terror midiático contra um suposto inimigo comunista para, por fim, militarizar a sociedade japonesa e centralizar o poder num Estado forte com base de decisões ancoradas no exército.

O fascismo segundo Leon Trostky – Fascismo

O persente artigo expõe pontos da visão de Trotsky sobre fascismo com base também no célebre texto introdutório de Ernest Mandel ao pensamento do líder do exército vermelho. Para Trotsky, o fascismo emerge como estratégia de dominação do capitalismo financeiro com supressão de conquistas e forças do movimento operário, e teve na pequena burguesia sua base de massas, apesar de servir, quando deixou sua independência financeira e passou a aceitar financiamento de grandes empresas, ao grande capital.

Três argumentos de José Ortega y Gasset contra a direita brasileira – que o cultua

Através da análise do pensamento de José Ortega y Gasset exposto em A Rebelião das Massas é possível observar incongruência dos argumentos da atual direta brasileira que o coloca como pensador central e dos próprios argumentos do autor em questão. Ortega y Gasset provavelmente seria um dos maiores opositores do slogan que fez parte da campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro no ano passado e que hoje é repetido à exaustão por seus apoiadores. Não apenas por considerar qualquer nacionalismo inútil, mas também porque seu grande objetivo em A Rebelião das Massas era mostrar como ele era um fenômeno improdutivo para a Europa da sua época.

O (não) fim da história: Gilberto Gil Vs Francis Fukuyama

No debate iniciado em 1989, com a publicação de “The end of the history”, de Francis Fukuyama, que supunha que a queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da União Soviética significavam um fim da história tal como Friedrich Hegel havia descrito em 1806, após a Batalha de Jena, o cantor e compositor Gilberto Gil entrou com uma resposta a partir do conceito de “eterno retorno”, de Friedrich Nietzsche e da figura de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, justiceiro pernambucano que, mesmo depois de morto, em 1938, permanece no imaginário popular como “mito que não se destrói”. O personagem em que o cangaceiro se transformou em algumas regiões do Brasil representaria, além do mais, a realização do projeto político do movimento tropicalista, amparado nas particularidades do país e nas suas possibilidades como alternativas e contrapontos ao avanço da civilização ocidental sobre o mundo.

Fascismo e a Itália: um elo fraco na cadeia imperialista

A Itália sofreu com contradições políticas desde sua primeira tentativa de unificação nacional, passando pelas contradições econômicas no processo de desenvolvimento da indústria no Norte e terminando pela própria forma de viver e olhar o mundo dividia entre as regiões Norte e Sul. O resultado foi um momento de crise político-ideológica entre as classes trabalhadoras, entre a classe capitalista e os grandes proprietários agrários.

Alemanha: um elo fraco na cadeia imperialista – Fascismo

A Alemanha foi um elo fraco do imperialismo devido à conturbada “revolução” democrática que manteve poder nas mãos do capital agrário. Estes, 1) causaram fraqueza política na medida em que tinham grande influência no bloco no poder, 2) causaram fraqueza ideológica pois ainda tinham dominância na ideologia vigente, com resquícios fortes do período feudal e 3) foram os grandes perdedores econômicos no desenvolvimento acelerado da indústria. Assim, as crises nas esferas política, ideológica e econômica tornaram o país fraco em relação aos outros países imperialistas.

O imperialismo em Poulantzas e a condição do fascismo – Fascismo

No artigo presente, será exposta uma introdução à teoria do imperialismo do filósofo grego Nicos Poulantzas. O imperialismo, diz o autor, forma uma rede com elos fracos e fortes. Através da relação dos países imperialistas entre si e entre suas formações sociais dependentes e dominadas, surge a hegemonia dos EUA após a segunda-guerra mundial, com tendência para a exportação de capitais para outros países imperialistas europeus. O fascismo, por sua vez, cresce da força de expansão do imperialismo e com o efeito de isolamento e unidade promovidos pelo Estado burguês na fase imperialista.

A fase de decomposição do capitalismo – Imperialismo

O presente artigo mostra a fase de decomposição do capitalismo através da dominação do imperialismo. Quem mais lucra com este esquema são os rentiers, as pessoas que não participam de nenhuma empresa, que são ociosas e ganham uma renda de juros. Tais agentes somados com os Estados exploradores de colônias são chamados por Lenin de parasitas, crias do capitalismo financeiro.