Entende-se que o biopoder cria normas através de um processo inverso ao do poder disciplinar: a norma não é uma medida ideal, quase uma meta e que estabelece uma normação; ela é de fato o normal estatístico, frequente, recorrente, que pode ser medido e comparado, que gera a normalização. Assim, tem-se um tipo de poder que consegue lidar com a norma como caminho para se chegar ao normal estatístico, mas não tem preocupação em garantir solução plena para seus problemas. Alcançar o normal é a estratégia inicial, que se desdobra para todas as segmentações possíveis.
